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A nova casa precisava passar por algumas modificações, e o alviverde procurou fazer o que era possível. Primeiro foram construídas as arquibancadas de madeira, melhoraram as condições das gerais que ficavam no morro ao lado, e foram preparados novos vestiários. Quando começou o ano de 1921, os dirigentes palestrinos se reuniram para discutir a construção de um grande estádio de futebol. O Palestra Itália sob a presidência efetiva de David Pichetti, já que Menotti Falchi tivera que retornar para a Itália (e lá falecido), propôs a abertura de um concurso para o projeto do estádio.
AS DIFICULDADES
Foram enviadas propostas sobre o assunto para escritórios de engenharia em São Paulo e na Itália, e para dirigir os trabalhos da "Comissão Pró-Estádio", foi nomeado o sr. Luís Sironi.
Este foi o princípio de uma idéia que levou anos para ser concretizada, pois para todos os clubes, e o Palestra não era diferente, construir um estádio é uma tarefa duríssima, que acarreta estudos, valores e licitações que transformam esse processo em um hérculo trabalho.
E inúmeras foram as dificuldades, a maior delas era de saldar a dívida com a Cia. Antarctica, que até alongou os prazos para o clube quitar a dívida, porém não estava fácil arranjar o dinheiro e chegou-se a conclusão que a melhor coisa era vender um pedaço do terreno para não ter de devolvê-lo por inteiro.
As Industrias Reunidas Francisco Matarazzo ficaram interessadas na aquisição de parte do terreno. O assunto era urgente e o Conselho Deliberativo do Palestra discutiu muito sobre o tema, analisou fórmulas, mas chegou-se a um consenso que a venda de uma parte do terreno era a melhor solução. Então no dia 23 de Janeiro de 1922, no III Tabelião, o presidente David Pichetti assinou a venda para as Industrias Matarazzo. O pedaço vendido era entre a rua Turiassú e a atual avenida Pompéia, o preço foi de 187 contos de réis.
No local foi construído o Shopping Matarazzo que anos depois foi vendido para uma rede de supermercados. Hoje um novo Shopping está sendo construído no local. No final das contas o terreno do Parque Antarctica saiu para o Palestra Itália por um pouco menos de 350 contos de réis, incluindo-se os impostos de transmissão.
O CONCURSO
Foi no ano de 1923 que o concurso para a apresentação de projetos para a construção do estádio chegou ao seu final. Após reformas no regulamento foi permitida a participação de escritórios de engenharia de todos os estados brasileiros, e não somente os de São Paulo e da Itália. Prêmios em dinheiro foram colocados aos participantes, então dessa maneira os projetos foram entregues.
Durante o primeiro semestre de 1923, com as inscrições abertas, 16 escritórios se interessaram pelo concurso. Fechada às inscrições, foi dado um prazo para a entrega dos projetos. Os trabalhos apresentados foram em número de seis. Os outros 10 inscritos deixaram de apresentar os projetos.
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