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A bocha está renascendo no Palmeiras. Após um período de maus resultados, o clube voltou a investir na modalidade e já recupera seu espaço nas competições estaduais e nacional. Em 2005, o clube foi campeão invicto da segunda divisão dos campeonatos Paulista e Estadual, além de conquistar o título estadual e o vice paulista com a equipe feminina.
Atualmente, o Verdão mantém duas equipes masculinas, uma feminina e uma domingueira (master). Todas participam regularmente de todas as competições organizadas pela Federação Paulista de Bocha e Bolão.
Além do aspecto competitivo, a bocha também tem um papel importante para o lazer dos associados. O Palmeiras conta com três canchas, sendo uma reservada apenas para os sócios com mais de 10 anos que desejarem praticar o esporte informalmente. Sempre há um monitor ou um atleta da equipe principal para orientar os iniciantes na modalidade.
História
A bocha é um dos esportes praticados há mais tempo no Palmeiras. A modalidade foi introduzida no clube por meio dos italianos, que começaram a organizar partidas informais em 1934, ainda na época do Palestra Itália. Seis anos depois, foi criado o departamento de bocha.
Pioneiro, o clube não só foi membro fundador da Federação Paulista de Bocha e Bolão, como tem o número 1 entre os inscritos na entidade. Com tanta tradição, o Palmeiras se tornou uma das grandes forças do esporte no Brasil, conquistando títulos paulistas (equivalente ao metropolitano), estaduais, brasileiros e sul-americanos.
Nas primeiras décadas, as competições da bocha eram disputadas por equipes mistas, o que sempre garantiu espaço para as mulheres que praticassem o esporte. Na década de 1970, com a criação de torneios específicos para homens e mulheres, o Palmeiras criou a equipe feminina de bocha.
Entre os grandes bochistas palmeirenses, destaca-se Ângelo Bulla. Um dos maiores atletas da história da modalidade no Brasil, Bulla conquistou títulos Paulista, Estadual, Brasileiro e Sul-americano pelo Verdão, além de chegar às semifinais do Mundial individual. Além dele, também devem ser lembrados Henrique “Espingarda” Zampieri, Fábio Crippa (goleiro da equipe de futebol no título da Copa Rio de 1951), os argentinos Juan Oscar Cusit e Mauricio Obregón, o paraguaio Justo Ledesma (ex-zagueiro de futebol que passou pelo Boca Juniors), Humberto Passarelli e Belmiro Paiva Neto.
Nos últimos anos, o grande destaque surgiu na equipe feminina. Rosemary do Prado Noronha surgiu na bocha palmeirense e, em 2001, foi vice-campeã mundial pela Seleção Brasileira.
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