No dia 7 de setembro de 1965, o Brasil parou e concentrou todas suas atenções para Belo Horizonte. Estava sendo inaugurado o Estádio Magalhães Pinto, o “Mineirão”. Obra corajosa, vanguardista, imponente,
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| O Palmeiras com a camisa canarinho: Orgulho |
um dos melhores estádios de futebol do mundo, com capacidade para mais de 100 mil espectadores. Para coroar os festejos da inauguração, organizou-se um amistoso entre a Seleção Brasileira e a do Uruguai e, pela primeira vez na história do futebol brasileiro, uma equipe de futebol, a Sociedade Esportiva Palmeiras, foi convidada para compor toda a delegação, do técnico ao massagista, do goleiro ao ponta-esquerda, incluindo os reservas. Uma primazia única em reconhecimento à melhor equipe do País, que vencia a todos os adversários e convencia, encantava de tal maneira que recebeu da imprensa e do povo a alcunha de “Academia de Futebol”.
Como tudo começou...
Nos anos 40, enquanto o futebol do Rio de Janeiro desfilava seus clássicos no charmoso estádio São Januário e São Paulo levava multidões ao imponente Pacaembu, Belo Horizonte possuía apenas estádios modestos que comportavam no máximo 10 mil torcedores, limitando o crescimento do esporte no estado.
Quando o Brasil obteve da Fifa o direito de abrigar a Copa do Mundo de 1950, a capital mineira reivindicou uma das sedes e para abrigar as partidas, a Prefeitura optou por ajudar a equipe do Sete de Setembro de Futebol e Regatas, um modesto clube de Belo Horizonte, que já havia iniciado obras para um grande estádio, projetado para 40 mil torcedores. O cronograma das obras acabou atrasando e o projeto foi alterado para uma capacidade bem inferior. Ainda assim, o Estádio do Sete de Setembro foi inaugurado na véspera do torneio, recebendo o nome de Estádio Independência (hoje arrendado pelo América-MG).
O sonho do grande estádio
A inauguração do Maracanã na Copa de 50 tornou ainda mais clara a necessidade de Belo Horizonte construir um estádio à altura de seu futebol e foram estudantes de engenharia da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais que fizeram os primeiros esboços, mas para tirar o projeto do papel foi preciso quase uma década.
Em 12 de agosto de 1959, o governador do estado, José Francisco Bias Fortes, assinou lei determinando a construção do “Estádio Minas Gerais” e, seis meses depois, em 25 de fevereiro de 1960, foi assinado acordo com a UFMG para a cessão de
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| O Mineirão em obras: Palco para multidões |
uma área de 300 mil metros quadrados, sob a forma de comodato não-aprazado, para a construção do complexo esportivo.
Projetado pelos arquitetos Eduardo Mendes Guimarães Júnior e Gaspar Garreto, o estádio teria capacidade para 130 mil pessoas, uma ousadia para uma cidade que contava com pouco mais de 600 mil habitantes.
As Obras
Em 1962, Magalhães Pinto venceu as eleições estaduais contra Tancredo Neves e assim que assumiu mandou paralisar as obras do estádio. Parecia que o sonho dos estudantes da UFMG voltaria à estaca zero e assim ficou por mais de um ano, até que em 1963, Minas Gerais conquistou o título de campeão brasileiro de seleções estaduais, torneio que despertava grande atenção naquela época. A conquista ajudou a ressuscitar a idéia do estádio e, restando um ano para as eleições estaduais, o governador Magalhães Pinto retomou as obras, determinando ainda a troca do nome do estádio para “Governador Magalhães Pinto”. O jornalista Armando Nogueira quando visitou as obras profetizou: "Isto aqui é o ponto de partida para o campeonato nacional!"
Trabalharam 7.200 operários na obra que consumiu quase cinco mil toneladas de aço, 91 toneladas de arame recozido, 27 mil metros cúbicos de areia lavada, 46 mil metros cúbicos de brita, dois mil metros cúbicos de cascalho, 350 mil sacos de cimento e 810 mil tijolos e, assim, dois anos após a retomada dos trabalhos, o estádio estava pronto, com seus 88 pórticos de concreto armado, dispostos radialmente em torno de uma elipse.
O primeiro jogo
A inauguração oficial foi programada para a Semana de Independência, tornando-se uma grande festa cívica, e a principal atração ficou por conta de dois jogos. No domingo, 5 de setembro, uma Seleção Mineira enfrentaria o River Plate, da Argentina, e na terça-feira, dia 7 de setembro, feriado nacional, a Seleção Brasileira jogaria pela primeira vez em sua história no Estado de Minas Gerais. O adversário escolhido era a temida Seleção Uruguaia, algoz dos brasileiros na final do Mundial de 1950.
Na véspera da inauguração, uma curiosidade: Felício Brandi, presidente do Cruzeiro, visitou o estádio e verificou o local onde o sol batia durante toda a tarde. Mandou então fazer mais de 600 bandeiras do Cruzeiro e colocar, no dia do jogo, no espaço onde havia sombra. Os torcedores atleticanos ao chegarem para o jogo evitaram o local e assim ficou marcado definitivamente o lado onde se sentaria a torcida do Cruzeiro.
No domingo, 5 de setembro de 1965, a prefeitura colocou 300 ônibus fazendo o transporte gratuito dos torcedores e mais de 70 mil compareceram para a festa. Teve desfile de bandas, pára-quedistas, esquadrilha da fumaça, discurso do governador, helicóptero trazendo a bola do jogo e até o campeão Bellini dando volta no campo conduzindo uma tocha olímpica.
Mesmo sem mostrar muito entrosamento, a Seleção Mineira venceu o River por 1 x 0, gol de Bouglaeux, jogador do Atlético-MG na época, aos 2 minutos do 2º tempo.
Ficha Técnica
Seleção Mineira 1 x 0 River Plate (Argentina)
Seleção Mineira: Fábio; Canindé, Grapette, Bueno e Décio Teixeira; Bougleaux e Dirceu Lopes, Wilson Almeida (Geraldo e Noventa); Silvestre (Jair Bala), Tostão e Tião.
River Plate: Gatti; Sainz, Ramos Delgado, Grispo e Matosas; Copp (Sywica), Sarnari e Cubillas (Solares); Artime (Lallana), Delém e Más.
A festa foi muito bonita, mas o melhor estava por vir: a Seleção Brasileira, que se apresentaria pela primeira vez em Minas Gerais, para enfrentar a poderosa Seleção do Uruguai. A CBD, entretanto, ficou com receio de mandar a campo uma seleção desentrosada e, pela falta de tempo para organizá-la, preferiu convidar – pela primeira vez em sua história – uma equipe completa para representá-la e esta escolha recaiu sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras, uma honra e uma responsabilidade sem precedentes. Na década de 60, a Academia teve rivais como o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha, mas naquele momento era, sem dúvida, a melhor equipe do País e, por isso, a CBD fez a escolha.
A Academia de Futebol
A Academia começou a ser montada em 64 com a chegada do técnico argentino Filpo Nunes. O elenco já era bom, liderado pelo craque Ademir da Guia, mas junto com Filpo chegaram ainda Dudu (vindo da Ferroviária), Ademar Pantera (da seleção juvenil, revelado pela Prudentina) e Rinaldo (ponta-esquerda do Náutico, craque que, de cara, virou titular do time e da Seleção Brasileira). Os resultados começaram a aparecer no final de 64, mas as conquistas viriam mesmo em 1965. O elenco básico era:
Valdir [Picasso]
Djalma Santos, Djalma Dias [Minuca], Waldemar Carabina [Procópio] e Geraldo Scotto [Ferrari]
Dudu e Ademir da Guia [Zequinha]
Julinho [Gildo], Servilio [Ademar Pantera], Tupãzinho [Dario] e Rinaldo [Germano]
Já em janeiro, nos primeiros amistosos, a equipe fez uma excursão pelo Sul do País e encantou os gaúchos, goleando o Internacional em Porto Alegre por 5 x 0, com uma belíssima exibição de Ademir da Guia. A equipe acabou sendo convidada ao Palácio do Governo, recebida pelo Governador do Estado, um colorado fanático, que ficou fascinado pelo futebol da equipe, em especial pelo Divino.
Rio-São Paulo de 1965
Na seqüência, a equipe disputou o Rio-São Paulo, torneio mais importante do País naqueles dias. A primeira fase mostrou um Palmeiras imbatível, que vencia e convencia, arrancando aplausos por onde passava. Foi ao Rio de Janeiro três vezes, goleando o Vasco por 4 x 1, Flamengo por 4 x 1 e Botafogo por 5 x 3. Em casa, bateu Fluminense, América, São Paulo e de quebra ainda humilhou o Santos (que estava com equipe mista) por 7 x 1. Veio a fase final e o clube surpreendentemente tropeçou diante do Flamengo logo na estréia, por 2 x 1,
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| O Verdão campeão do Rio-SP de 1965 |
mas a recuperação foi fantástica. A equipe retomou a seqüência de vitórias, foi ao Rio mais duas vezes e atropelou Vasco por 3 x 2 e Fluminense por 3 x 1. No total, a equipe foi cinco vezes ao Maracanã e venceu todos, marcando 19 gols em cinco jogos, encantando a crônica e o público cariocas. A coroação veio no dia 19 de maio no Pacaembu lotado. O Palmeiras, liderando com sete pontos, e o São Paulo, vice com seis. As duas equipes fariam o clássico decisivo na penúltima rodada do torneio. O Palmeiras humilhou o São Paulo por 5 x 0 e praticamente garantiu o título naquele jogo.
Na última rodada, no jogo das faixas, o Palmeiras goleou o Botafogo, de Manga, Gerson, Garrincha e Jairzinho, por 3 x 0.
IV Centenário do Rio de Janeiro
Após a excepcional campanha no Rio-São Paulo e pelo belo futebol praticado, o Palmeiras passou a receber uma série de convites para torneios amistosos, no Brasil e no exterior. Um dos convites foi da federação carioca para um quadrangular em comemoração ao IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro. Foram selecionados o Fluminense (campeão carioca), o Palmeiras (campeão do Rio-São Paulo), a Seleção Paraguaia (que se preparava para as Eliminatórias da Copa de 66) e o Penarol, campeão uruguaio e base da seleção de seu país, com Mazurkiewicz, Forlán, Spencer, Pedro Rocha, que havia eliminado o Santos na Libertadores.
A semifinal foi disputada no Maracanã em rodada dupla: o Penarol bateu facilmente o Fluminense por 3 x 1. À torcida carioca restou torcer para o Palmeiras, e este não decepcionou. Goleou a Seleção Paraguaia por 5 x 2.
Dois dias depois, Palmeiras e Penarol retornaram ao Maracanã para a final do torneio, o tira-teima de quem seria a melhor equipe do continente naquele momento. Após um jogo duro e disputado, com atuações soberbas de Valdir e Mazurkiewicz, terminou empatado sem gols, indo a decisão para os penais. Detalhe: na época a disputa de penais era diferente. Cada equipe indicava um único batedor. Este batia três pênaltis seguidos, depois o adversário fazia suas três cobranças. O Penarol indicou Pedro Rocha para as cobranças, ele mesmo, um dos maiores craques da história do Uruguai, e o Palmeiras indicou Rinaldo, o batedor oficial. Pedro Rocha bateu o primeiro e Valdir pegou. Bateu o segundo e Valdir pegou novamente. Na terceira cobrança, certamente pressionado pela eficiência de Valdir, Pedro Rocha cobrou na trave e a bola saiu em seguida. Rinaldo diante do melhor goleiro do mundo, bateu como sempre e converteu logo o primeiro, garantindo a taça para o Palmeiras.
Convite da CBD
Foi neste cenário que a CBD tomou a decisão de convidar a Sociedade Esportiva Palmeiras, a Academia de Futebol, para representá-la no jogo de inauguração do Mineirão, diante da seleção titular do Uruguai.
A CBD somente voltou a conceder esta honra a uma equipe em duas oportunidades novamente: em vista do sucesso do Palmeiras nesta tarde, dois meses depois, em novembro do mesmo ano, a CBD tentou o mesmo recurso e convidou o Corinthians para representá-la, desta vez não contra uma seleção, mas um time, o Arsenal. Porém, o Corinthians (Seleção Brasileira) acabou perdendo a partida por 2 x 0. Em 68, o Atlético-MG teve a última oportunidade e venceu a Iugoslávia, no Mineirão, por 3 x 2. Nunca mais houve convite oficial.
Obs.: Há ainda outras duas ocasiões erroneamente identificadas como tendo sido um clube representando a Seleção, mas na verdade não foi isso que aconteceu. Em 1968, no jogo Brasil 4 x 1 Argentina, no Maracanã, alguns dizem que o Botafogo (RJ) representou a Seleção, mas na realidade o time contou também com Félix, do Fluminense, Brito, Nado e Ney, do Vasco, e Murilo, do Flamengo. Nas Olimpíadas de 1984, em Los Angeles, alguns dizem que o Internacional (RS) representou a Seleção, mas, na realidade, contou também com Ronaldo, do Corinthians, Gilmar Popoca, do Flamengo, Chicão, da Ponte Preta, e Davi, do Santos.
Brasil (Palmeiras) x Uruguai
O Uruguai acabava de obter a classificação para o Mundial de 66 de forma invicta e apresentava craques como Manicera (que depois desfilou sua técnica no Flamengo), Cincunegui (que faria história no Atlético-MG), além de Varela, Douksas, Esparrago...
O Palmeiras vinha de sucessivas vitórias e acumulando uma invencibilidade de 11 jogos. A equipe estava completa e em plena forma, mas na última hora o craque mais experiente, Julinho, sentiu uma contusão e chegou a pedir para o técnico Filpo Nunes deixá-lo em São Paulo. Filpo implorou para Julinho viajar com a equipe, mas preparou Germano para substituir o grande craque. Germano era um ponteiro revelado pelo Flamengo, que foi jogar na Itália e França e havia sido repatriado pelo Palmeiras.
Já no vestiário, Julinho, ao perceber a importância daquele momento, com o estádio lotado, o Palmeiras representando a Seleção, não permitiu que Filpo escalasse Germano e informou ao treinador que jogaria aquela partida nem que fosse com uma perna só.
O Palmeiras entrou em campo com Valdir Joaquim de Moraes no gol, Djalma Santos (que completaria 92 jogos pela Seleção justamente nesta partida) na lateral direita, Djalma Dias e Waldemar Carabina compondo a zaga e Ferrari na lateral esquerda (no lugar do titular Geraldo Scotto). O meio-campo com Dudu e Ademir, municiando Julinho pela direita, Rinaldo pela esquerda e Tupãzinho e Servilio no ataque. No banco, Picasso, Procópio, Santo, Zequinha, Germano, Ademar Pantera, Dario e Gildo. Uma verdadeira Seleção Brasileira. Waldemar Carabina foi designado o capitão do time para esta partida.
No banco, Don Filpo Nunes, o “bandoleon”, argentino de nascimento e palmeirense e paulistano por opção, tornar-se-ia naquela tarde o único treinador estrangeiro a dirigir a Seleção Brasileira. Uma honra que ele soube valorizar, respeitar e reconhecer até o fim de sua vida.
O Jogo
Desde o começo, o Palmeiras (Seleção Brasileira) se mostrou superior. Aos 2 minutos, Servílio, de cabeça, quase abriu o placar. Aos 6, Rinaldo avançou e chutou com força rente ao gol do Uruguai. Aos 10, Tupãzinho e Servilio fizeram linda tabela, mas foi somente aos 27 minutos que, num ataque do craque Julinho, este driblou o marcador, avançou e cruzou para a área, mas o zagueiro Cincunegui cortou o cruzamento com o braço, cometendo pênalti. Rinaldo, o batedor oficial, foi lá e fez 1 x 0 para o Brasil. Pouco depois, aos 30 minutos, houve novo pênalti de Cincunegui,
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Djalma Santos, Valdir de Morais, Valdemar Carabina, Dudu, Filpo Nuñez, Djalma Dias e Ferrari.
Julinho Botelho, Servílio, Tupãzinho, Ademir da Guia e Rinaldo. |
desta vez sobre Rinaldo, que entrava com tudo pela esquerda e foi derrubado, mas o juiz não assinalou. Aos 34, o mesmo Rinaldo desceu pela esquerda e cruzou rasteiro, Tupãzinho dividiu com o zagueiro e na sobra encheu o pé sem chances para Taibo, 2 x 0, e o Mineirão inteiro aplaudia e se encantava com a Academia. No final do primeiro tempo, Ademir da Guia também foi derrubado dentro da área em novo pênalti não marcado pelo árbitro.
No intervalo, o Palmeiras fez as alterações previstas: Picasso no lugar de Valdir; Procópio no de Waldemar Carabina; Zequinha no de Dudu; Germano no de Julinho; e Ademar Pantera no de Tupãzinho. Mesmo com cinco substituições, o Palmeiras voltou tão forte quanto na primeira etapa e continuou dominando a partida. Aos 18 minutos, Dario entrou no lugar de Rinaldo e, após muitas chances perdidas, aos 29 minutos, Germano marcou um golaço, para alegria da torcida brasileira.
Ficha Técnica
BRASIL (PALMEIRAS) 3 x 0 URUGUAI
Brasil [Palmeiras]
Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Valdemar (Procópio); Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera), Ademir da Guia e Rinaldo (Dario).
Uruguai
Taibo (Fogni); Cincunegui (Brito), Manciera e Caetano; Nuñes (Lorda) e Varela; Franco, Silva (Vingile), Salva, Dorksas e Espárrago (Morales).
Árbitro: Eunápio de Queiroz
Data: 07/09/65
Local: Estádio Magalhães Pinto, em Belo Horizonte (MG)
Público: aproximadamente 80.000 pagantes
Renda: Cr$ 49.163.125,00
Gols: Rinaldo, aos 27, e Tupãzinho, aos 35 minutos do primeiro tempo. Germano, aos 29 da etapa final.
Obs.: Havia uma taça em disputa, mas ao final da partida o Palmeiras, entendendo que o troféu pertencia de direito à CBD, pois estava apenas representando-a, deixou o mesmo com a Comissão Organizadora e retornou à São Paulo. Vinte e três anos depois, em 1988, descobriu-se que o troféu continuava no Mineirão, pois a CBD também não havia requisitado o troféu e assim ficou decidido pelas partes que o Palmeiras deveria honrosamente ficar com o mesmo e que hoje está exposto na Sala de Troféus da Sociedade Esportiva Palmeiras.