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O Palmeiras acionou a opção de compra que tinha junto ao Goiás e firmou nesta terça-feira (27) contrato com o jovem meio-campista Larson, de 20 anos de idade, que desde o começo da temporada vem treinando e atuando pela equipe profissional. O vínculo será até o fim de 2030.

“Estou muito feliz, é um sonho. Quando vim para o Palmeiras, eu sabia que seria um desafio enorme. Vim para o Sub-20 e dei sequência no que eu tinha em mente para chegar ao time profissional. Sabia que seria muito difícil e batalhei muito para viver o que estou vivendo hoje. Agora, mais do que nunca, é pés no chão e seguir trabalhando e evoluindo”, disse a Cria, que no Sub-20 somou 32 partidas, três gols e foi campeão brasileiro da categoria em 2025.

Vindo por empréstimo para a base alviverde, Larson chamou a atenção da comissão de Abel Ferreira no fim de 2025, passou a treinar na Academia de Futebol, foi relacionado e contabilizou dois duelos ainda no ano passado: saiu do banco contra o Santos, em novembro, e foi titular contra o Ceará, em dezembro. Em 2026, ele já atuou contra Portuguesa (titular e autor da assistência para o gol da vitória), Santos (entrou aos 15 minutos do primeiro tempo) e Novorizontino (titular).

Larson firmou contrato com o Verdão válido até o fim de 2030 (Foto: Fabio Menotti/Palmeiras/by Canon)

“Conviver com esses caras é a realização de um sonho. Quando cheguei, parecia meio distante, mas, quando eu passei a viver e a gerar expectativas, eu foquei ainda mais. Nos meus primeiros treinos no Profissional, meu olho brilhava por estar ao lado de caras que eu nunca imaginei estar junto, convivendo e aprendendo. Está sendo tudo maravilhoso. Sempre tive uma facilidade para me adaptar e aqui no Profissional foi ainda mais fácil porque o grupo é muito bom, isso ajuda muito”, afirmou.

O gaúcho de Pelotas (RS) revelou ainda que começou a carreira como meia e virou volante no Goiás. “Eu comecei como camisa 10, nunca fui marcador, mas temos de nos adaptar. No Goiás, mudei de posição, fui para a posição de 8 e comecei a marcar, a cumprir funções e a entender mais do jogo taticamente. No futebol de hoje tem de correr, marcar, se esforçar, ou seja, todo mundo marca e todo mundo ataca. Não foi fácil, mas aqui no Palmeiras temos os melhores profissionais para nos ensinar. Tanto na base quanto agora com a comissão do professor Abel eles tiram qualquer dúvida, eles dão muitas opções e liberdade”, explicou.

Desde 2020, um total de 51 jogadores formados na base do Palmeiras atuaram pelo time profissional. Foram 13 estreias na temporada 2020, 14 estreias na 2021 (recorde no século), uma na 2022 (Endrick), cinco na 2023 (Ian, Pedro Lima, Luis Guilherme, Kauan Santos e Estevão), duas na 2024 (Vitor Reis e Luighi), oito na 2025 (Benedetti, Figueiredo, Allan, Thalys, Riquelme Fillipi, Erick Belé, Luis Pacheco e Larson) e uma na 2026 (Arthur), além de sete jogadores que já haviam estreado em temporadas anteriores.

Larson valorizou o caminho pavimentado por outras Crias e revelou conselhos dados pelo técnico Lucas Andrade, do Sub-20. “Quando cheguei, eu sabia que na minha posição havia passado muitos jogadores de alto nível da base para o Profissional. O professor Lucas sempre me deu dicas de como outras Crias subiram e ficaram, do que eles faziam, do que a comissão gostava. Sempre ouvi, procurei fazer do meu jeito e deu certo”, concluiu.

Nome inspirado em craque sueco

Além do bom futebol, Larson desperta curiosidade também pelo nome, inspirado no ex-craque sueco Henrik Larsson, campeão da Liga dos Campeões pelo Barcelona (ESP) e um dos principais nomes da história da seleção de seu país. O palestrino Larson lembrou que a ideia partiu do pai, fanático por futebol e que, usando da mesma paixão, batizou também o outro filho.

“Meu nome foi uma ideia do meu pai, ele gosta e acompanha muito futebol. Ele jogava muito videogame há 20 anos, gostava do sueco Larsson (Henrik) e sempre teve na cabeça esse nome. Veio eu e ele colocou. Depois veio meu irmão e ele colocou Thierry, em homenagem ao francês Thierry Henry. Aí minha mãe já quis parar por ali (risos)”, contou.