Palmeiras Feminino

Depois de seis anos de inatividade, a categoria feminina de futebol do Palmeiras voltou a disputar as competições estaduais e nacionais em 2019 em parceira com a prefeitura de Vinhedo (SP), responsável por toda a estrutura de treinamento da equipe, repetindo o modelo que já havia sido utilizado em 1997-1998 (Amparo), 1999-2000 (Sabesp), 2001 (Salto de Itu), 2005-2006 (São Bernardo do Campo), 2008 (Salto de Itu e CEUNSP), 2010 (Indiano, Osasco e Itatiba) e 2012 (Bauru).

Em nove meses, o Verdão já mostrava a força de seu projeto ambicioso de figurar entre os protagonistas da modalidade e colhia os primeiros frutos, sagrando-se campeão da Copa Paulista de 2019 e garantindo acesso para a Série A1 do Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, as Palestrinas alcançaram a semifinal tanto do Brasileiro como do Campeonato Paulista – na mesma temporada, o sucesso da equipe fez a PUMA, fornecedora de material esportivo do clube, fechar acordo inédito para patrocinar 23 atletas do elenco.

Com o crescimento do projeto, o Palmeiras avançou à final do Brasileiro em 2021, alcançando o feito inédito de se classificar para a Copa Libertadores do ano seguinte. Representado por três atletas nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, o Verdão cedeu um recorde de 15 jogadoras para a Seleção Brasileira naquele ano – sendo 11 para o time principal e outras quatro para as categorias de base (Sub-20 e Sub-17). Outros destaques na temporada foram a maior utilização do Allianz Parque para jogos, os investimentos na sede administrativa e no centro de treinamento e a maior sequência de partidas sem derrota na história do futebol feminino alviverde (15).

Em 2022, as Palestrinas atingiram o topo do futebol sul-americano ao faturar a Libertadores com uma campanha invicta: após três vitórias em três jogos na fase de grupos, bateu o Santiago Morning-CHI por 2 a 1 nas quartas de final, superou o América de Cali-COL por 1 a 0 na semifinal e goleou o Boca Juniors-ARG por 4 a 1 na decisão. E para fechar a temporada mais vitoriosa da história da categoria, o Verdão ainda ficou com o título do Campeonato Paulista ao superar o Santos na final por 1 a 0 no duelo de ida e 2 a 1 na partida volta diante de 20.071 torcedores, recorde de público da modalidade no Allianz Parque.

Na Copa do Mundo de 2023, a atacante Bia Zaneratto, maior artilheira da história do clube com 55 gols em 83 jogos, foi a representante palmeirense na Seleção Brasileira, enquanto a meio-campista Lorena Benítez e a atacante Yamila Rodrígues defenderam a Seleção Argentina. Foi naquele ano também que as Palestrinas passaram a mandar a maioria dos seus jogos no Estádio Jaime Cintra, em parceria com a cidade de Jundiaí (SP).

Além das talentosas jogadoras que fazem parte do elenco atual, o Palmeiras já contou com estrelas pioneiras na modalidade, como Maravilha, Tânia Maranhão, Elaine, Cidinha, Robertinha, Gisele Priscila, Sissi, Nilda, Formiga, Michele e Rosana. As principais conquistas do clube são a Copa Libertadores de 2022, o Campeonato Paulista de 2001, as Copas Paulista de 2019 e 2021 e os Jogos Regionais de 2005, 2008 e 2010. Foi ainda vice do Campeonato Brasileiro em 2000 e 2021.

Fora dos gramados, a categoria feminina contribui para o programa de responsabilidade institucional Por Um Futuro Mais Verde por meio de ingressos trocados por alimentos a serem doados para entidades assistenciais.

ALBERTO SIMÃO
ALBERTO SIMÃO

Diretor Executivo

JUNIOR ALMEIDA
JUNIOR ALMEIDA

Gerente administrativo

DANIEL PAIVA
DANIEL PAIVA

Supervisor

BIANCA RAMOS CARDOZO
BIANCA RAMOS CARDOZO

Supervisora

CAMILLA ORLANDO
CAMILLA ORLANDO

Técnica

HUGO MACEDO
HUGO MACEDO

Auxiliar técnico

GABRIEL OLIVEIRA
GABRIEL OLIVEIRA

Analista de desempenho

JULIO GUIDI
JULIO GUIDI

Preparador Físico

LEONARDO BOCCALINI
LEONARDO BOCCALINI

Preparador Físico

MICHEL RECARTI
MICHEL RECARTI

Preparador de Goleiras

DR. DANIEL GUEDES
DR. DANIEL GUEDES

Médico

ISABELA CONSTANTINO
ISABELA CONSTANTINO

Psicóloga

THIAGO ANDRADE
THIAGO ANDRADE

Fisioterapeuta

STÉFANO ALBERTO GONÇALVES
STÉFANO ALBERTO GONÇALVES

Fisioterapeuta

LUCCAS SCARLATELLI
LUCCAS SCARLATELLI

Fisioterapeuta

LUCAS NOVAIS
LUCAS NOVAIS

Nutricionista

ADEIL DE SOUZA
ADEIL DE SOUZA

Massagista

PATRICK WILLIAM TEODORO
PATRICK WILLIAM TEODORO

Roupeiro

SINESIO LIMA
SINESIO LIMA

Roupeiro

 
CAMPEONATO PAULISTA FEMININO 2024
PRIMEIRA FASE
Col Equipe P J V E D GP GC SG
Palmeiras 19 8 6 1 1 30 6 26
Corinthians 16 7 5 1 1 18 8 10
São Paulo 14 7 4 2 1 20 8 12
Santos 13 7 4 1 2 20 7 13
Red Bull Bragantino 11 7 3 2 2 8 5 3
São José 10 7 3 1 3 9 12 -3
Ferroviária 9 6 3 0 3 13 9 4
Taubaté 9 6 3 0 3 12 10 2
Realidade Jovem 4 6 1 1 4 7 20 -13
10° Pinda 4 7 1 1 5 4 18 -14
11º Marília 0 8 0 0 8 4 42 -38
 
CAMPEONATO BRASILEIRO FEMININO 2024
PRIMEIRA FASE
Col Equipe P J V E D GP GC SG
Corinthians 37 13 12 1 0 35 9 26
Ferroviária 28 12 8 4 0 16 5 11
São Paulo 26 13 8 2 3 30 14 16
Palmeiras 25 13 8 1 4 30 15 15
Cruzeiro 21 13 6 3 4 22 13 9
Red Bull Bragantino 19 12 5 4 3 19 17 2
Flamengo 18 13 5 3 5 28 21 7
América-MG 18 13 5 3 5 21 17 4
Grêmio 17 11 5 2 4 18 12 6
10° Fluminense 17 13 5 2 6 13 18 -5
11° Real Brasília 16 13 4 4 5 10 13 -3
12° Internacional 13 11 3 4 4 14 14 0
13° Santos 10 13 3 1 9 12 33 -21
14° Botafogo 10 13 2 4 7 10 21 -11
15° Avaí/Kindermann 6 13 1 3 9 9 31 -22
16º Atlético-MG 1 12 0 1 11 8 40 -32
 
A primeira discussão sobre a formação de uma equipe feminina de futebol no Palmeiras ocorreu no início dos anos 1920, quando associadas do Palestra Italia se mobilizaram inspiradas principalmente pela difusão da prática na França. Porém, a reunião de diretoria do 28 de janeiro de 1921 observou que “o momento não era oportuno” porque em São Paulo não havia outros clubes praticando a modalidade. Naquela década, exibições em circos da cidade já simulavam jogos de futebol entre mulheres. Houve uma apresentação destacada pela revista “A Cigarra”, de março de 1926, que trazia uma imagem com a seguinte legenda: “Photographia dos quadros femininos Palestra x São Bento do Circo Queirolo”, indicando a participação de palestrinas no evento. Naquele mesmo período, em julho de 1927, associadas palestrinas propuseram à entidade máxima do futebol paulista, a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), a gratuidade no ingresso de mulheres nas partidas de futebol. Mas a APEA vetou a proposta sob a alegação de que “nem todos os clubes filiados observam o que ficou resolvido”, e o assunto estagnou sem que fosse novamente discutido. Nos anos 1940, em meio aos festejos de inauguração do estádio municipal do Pacaembu, ocorreu a primeira partida amistosa entre mulheres que se tem registro em São Paulo: foi no dia 17 de maio de 1940, quando o Sport Club Brasileiro-RJ venceu o Casino Realengo Futebol Clube-RJ por 2 a 0. Entre 1941 e 1983, porém, por determinação de decretos governamentais, a prática do futebol feminino foi proibida no Brasil. Só em abril de 1983, o então Conselho Nacional de Desportos (CND) regulamentou a modalidade e autorizou jogos de futebol entre mulheres. E em junho daquele ano, a Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, por meio de seu Departamento de Promoções Esportivas e de Lazer, organizou a primeira disputa oficial na capital paulista: a I Taça São Paulo de Futebol Feminino. A competição reuniu 48 equipes divididas em 16 grupos. O primeiro colocado de cada chave avançou para a segunda fase, na qual 16 times foram redivididos em quatro grupos. Desta vez, o campeão e o vice de cada chave avançaram para os mata-matas, disputados em jogo único até a final. O Palmeiras participou da competição em parceria com o Grêmio Recreativo Independente, clube de várzea da região do Belém, Zona Leste de São Paulo. Patrono das palmeirenses na cerimônia de abertura, Oscar Américo Paolillo foi um grande incentivador da modalidade dentro do Palestra Italia. Paolillo, aliás, atuou pelas equipes de futebol e basquete do Verdão, sendo o primeiro ídolo nacional do esporte das cestas. Continuou a servir o clube sendo o primeiro gerente de futebol da história do país, nos anos 1950. É o funcionário mais longevo até hoje que se tem registro no Palmeiras, com mais de 60 anos de serviços prestados, vindo a falecer nos anos 1990. A estreia das mulheres palmeirenses aconteceu no dia 19 de junho de 1983, no Centro Esportivo Alfredo Ignacio Trindade, no Jardim São Paulo, Zona Norte da capital. O Verdão venceu o Vasco da Gama do Tremembé-SP por 1 a 0, gol de Roseli Cordeiro Filardo (Rose do Rio). O técnico Juba levou a campo naquele dia Neide; Verinha, Dulcineia, Zenon e Cilene; Caçapava, Rosana e Maria; Rose do Rio, Diniz e Serginha. As palestrinas tiveram boa atuação na competição e só pararam nas quartas de final, sendo derrotadas pela Associação Desportiva da Policia Militar-SP, que viria a conquistar o título. Foram seis jogos, três vitórias, um empate e duas derrotas, com 14 gols marcados e quatro gols sofridos. A artilheira da equipe foi Silvana Diniz, com quatro bolas na rede.
O Palmeiras disputou seu primeiro clássico estadual no dia 10 de julho de 1983, ao empatar em 0 a 0 um amistoso contra o Santos, no Morumbi. Aquela foi a primeira vez que a equipe feminina do Verdão usou publicidade estampada na camisa de jogo: no caso, a Bandeirante Seguros, de propriedade de Januário D’Alessio, dirigente da FIFUSA (Federação Internacional de Futebol de Salão) e do próprio Palmeiras, com passagens pelo futebol de base, profissional e pelo futsal do clube. O projeto foi descontinuado no início de 1984, e a retomada aconteceu em 1997, em parceria com o município de Amparo (SP), para a disputa do Campeonato Paulista, que também voltava a ser realizado após anos de paralisação. Em 18 de março daquele ano, comandadas pelo lendário técnico argentino Filpo Nuñez, o Palmeiras reestreou na modalidade empatando com a Portuguesa por 2 a 2, no estádio Ícaro de Castro Mello. Tânia Maranhão, de pênalti, fez o primeiro gol do Verdão no torneio. Em 2000, no segundo ano de parceria com a Sabesp, O Verdão atingiu suas duas melhores campanhas até então, chegando às finais do Campeonato Paulista e do Campeonato Brasileiro – em ambas, foi derrotado pela Portuguesa. A equipe à época era liderada pela meio-campista Sissi, artilheira da Copa do Mundo Feminina de 1999 com sete gols em cinco partidas e, ao final daquela temporada, eleita pela FIFA a segunda melhor jogadora do planeta. Primeira palmeirense a marcar gols em Copas do Mundo, Sissi atuou na competição com outras duas representantes do clube, a zagueira Elane e a volante Cidinha, formando o primeiro trio de palestrinas a disputar o torneio.
A meia Sissi era a camisa 10 e a capitã da equipe vice-campeã paulista e brasileira
O tão sonhado primeiro título veio no Campeonato Paulista de 2001 ao vencer a Matonense por 1 a 0 na decisão, disputada no estádio Ícaro de Castro Mello, dia 16 de dezembro, com gol de Zangão. O Palmeiras do técnico Marcello Frigerio atuou com Ana Paula; Juliana, Dulce, Regiane e Robertinha; Liese (Joyce), Ariana e Zangão; India, Magrão e Ronaldinha. No total, foram 13 jogos, oito vitórias, três empates e duas derrotas, com 27 gols a favor e 12 gols sofridos. A campanha vitoriosa teve como pontos altos as goleadas por 4 a 0 diante do São Paulo, na primeira fase, e por 4 a 1 diante do Corinthians, na semifinal. A atacante Magrão, com nove gols, foi a artilheira da equipe e a vice-artilheira do torneio. O Palmeiras faturou nos anos seguintes três títulos de Jogos Regionais: 2005 (parceria com São Bernardo do Campo), 2008 (parcerias com Salto de Itu e CEUNSP) e 2010 (parcerias com Indiano, Osasco e Itatiba). Depois da parceria com Bauru em 2012, a categoria feminina foi desativada e retomada apenas em 2019, em parceria com Vinhedo. Desde então, o projeto se consolida um pouco mais a cada ano e já rendeu um título inédito, da Copa Libertadores de 2022, além de duas Copas Paulista, em 2019 e 2021, e de mais um Campeonato Paulista, em 2022, além do vice brasileiro de 2021.
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