Campeonato Paulista – 2026

Campeonato Paulista – 2026

Em sua sétima final consecutiva no Estadual, o Palmeiras foi implacável e venceu os dois jogos contra o Novorizontino na decisão para conquistar o Campeonato Paulista pela 27ª vez em sua história. O primeiro duelo, realizado na Arena Crefisa Barueri, em Barueri (SP), terminou em 1 a 0 para o Verdão, com gol do atacante Flaco López. Na volta, disputada no Estádio Jorge Ismael De Biasi, em Novo Horizonte (SP), Murilo e Vitor Roque marcaram e garantiram a vitória alviverde pelo placar de 2 a 1.

Depois de manter o mesmo regulamento de 2017 a 2025, a edição de 2020 inaugurou um novo formato para a competição. Na primeira fase, as 16 equipes participantes foram divididas em quatro potes. Cada clube enfrentou as outras três equipes de seu grupo e mais cinco equipes definidas por sorteio direcionado – o Palmeiras ficou no pote A, junto com Corinthians, São Paulo e Santos. As oito melhores equipes na classificação geral passaram para as fases seguintes, disputadas em sistema mata-mata (apenas a final foi decidida em dois jogos). Com 16 pontos, o Verdão fez a segunda melhor campanha da primeira fase, ficando atrás do Novorizontino nos critérios de desempate.

Nesta nova configuração, o Palmeiras enfrentou os maiores rivais em quatro oportunidades e saiu vencedor em todas elas, terminando a competição com 100% de aproveitamento em clássicos. Foram três vitórias na primeira fase (3 a 1 contra o São Paulo e 1 a 0 contra Corinthians e Santos) e uma na semifinal (2 a 1 contra o São Paulo).

Único a participar de todas as finais do estadual desde 2020, o Palmeiras conquistou o quinto título paulista nas últimas sete edições da competição: foi campeão em 2020, 2022, 2023, 2024 e 2026 e vice em 2021 e 2025. Os outros clubes finalistas neste período foram Corinthians e São Paulo, duas vezes cada, e Santos, Água Santa e Novorizontino, uma cada. A sequência de sete finais alcançada em 2026 é um recorde alviverde e, considerando todos os demais clubes, só fica atrás das oito finais do Santos entre 2009 a 2016.

Em toda a história, o Palmeiras disputou uma final de Campeonato Paulista pela 19ª vez (incluindo edições em que não houve semifinais e jogos-desempate de edições em pontos corridos). Venceu 11 (1920, 1936, 1959, 1974, 1993, 2008, 2020, 2022, 2023, 2024 e 2026) e perdeu oito (1986, 1992, 1995, 1999, 2015, 2018, 2021 e 2025). No total, o Verdão é o clube que mais terminou o Campeonato Paulista entre os dois primeiros colocados: 54 vezes (27 títulos e 27 vices), seguido pelo Corinthians, com 53 (31 títulos e 22 vices). A sequência de 2020 a 2026 é maior sequência alviverde entre os dois primeiros colocados na história do estadual, ao lado do período entre 1931 e 1937 (quatro títulos e três vices). Somando as duas edições extras do Paulista, disputadas em 1926 e 1938 e vencidas pelo Palestra Italia, o clube chega a 55 contra 54 do Corinthians, vice em 1938.

Este foi o 71º confronto eliminatório ou valendo taça que a comissão técnica portuguesa disputa pelo Palmeiras: foram 49 classificações, quatro empates (nos embates de Taça Derby e Taça Choque-Rei) e 18 eliminações ou vice-campeonatos.

Finalista em todas as edições de Campeonato Paulista que disputou, Abel Ferreira superou Oswaldo Brandão e se isolou no topo da lista de treinadores mais vezes campeão pelo Palmeiras – com o título estadual, o comandante português somou 11 taças (duas Libertadores, uma Recopa Sul-Americana, dois Brasileiros, uma Copa do Brasil, uma Supercopa do Brasil e quatro Paulistas), uma a mais do que o ex-treinador, com 10 (três Brasileiros, quatro Paulistas, um Laudo Natel, uma Taça Cidade de São Paulo e um Torneio Início). Também alcançou a vice-liderança de técnicos com mais títulos estaduais pelo Verdão (com quatro, ao lado de Oswaldo Brandão e atrás apenas do recordista Vanderlei Luxemburgo, com cinco).

Abel Ferreira também se isolou no topo do ranking de técnicos estrangeiros com mais títulos na história do Campeonato Paulista – tetracampeão em 2022, 2023, 2024 e 2026, superou o italiano Guido Giacominelli (tri pelo Corinthians em 1922/23/24), o uruguaio Humberto Cabelli (tri pelo Palmeiras em 1932/33/34) e o português Joreca (tri pelo São Paulo em 1943,1945 e 1946).

Ao lado de Raphael Veiga no topo da lista de atletas que mais disputaram finais pelo clube (16), Gustavo Gómez se isolou como o maior campeão da história do Palmeiras (13 títulos, sendo dez como capitão). Em Campeonatos Paulistas, Gustavo Gómez e Raphael Veiga (que atuou no início da campanha) alcançaram a vice-liderança entre os palmeirenses com mais títulos (cinco, ao lado de Carnera, Lima e Ademir da Guia e atrás apenas de Junqueira, com sete).

Outro a conquistar uma importante marca individual foi Flaco López, que se isolou como argentino com mais títulos pelo Palmeiras (cinco). Entre as Crias da Academia, Luighi se tornou o segundo palmeirense da história a conquistar todos os títulos paulistas que disputou desde a menor categoria de base existente (Sub-11) até o Profissional, igualando o feito do meio-campista Luis Guilherme – o atacante faturou o Sub-11 em 2016 e 2017, o Sub-13 em 2018, o Sub-15 em 2021, o Sub-17 em 2022 e o Sub-20 em 2023 (as atuais categorias sub-12 e sub-14 foram criadas em 2023, quando Luighi já estava no sub-20).

Campanha

12 jogos (9 vitórias, 1 empate e 2 derrotas)
17 gols marcados
9 gols sofridos 

Jogo decisivo
Novorizontino 1×2 Palmeiras
Campeonato Paulista 2026 (Final – volta)
Data: 08 de março de 2026 (domingo)
Local: Jorge Ismael de Biasi, Novo Horizonte (SP)
Horário: 20h30
Público: 9.902
Renda: R$ 1.344.030,00
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Cartões amarelos: Rômulo, Alvariño e Enderson Moreira (Novorizontino); Flaco López, Gustavo Gómez, Abel Ferreira e Vitor Castanheira (Palmeiras)
Gols: Murilo (5′ do 1ºT-PAL), Matheus Bianqui (24′ do 1ºT-NOV) e Vitor Roque (17′ do 2ºT-PAL)

Novorizontino: Jordi; Alvariño (Alemão), Dantas, Patrick e Mayk; Léo Naldi, Luís Oyama (Juninho), Matheus Bianqui (Nicolas Careca) e Rômulo (Titi Ortíz); Vinicius Paiva (Tavinho) e Robson. Técnico: Enderson Moreira.

Palmeiras: Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira (Allan) e Mauricio (Felipe Anderson); John Arias (Lucas Evangelista), Flaco López (Emiliano Martínez) e Vitor Roque (Ramón Sosa). Técnico: Abel Ferreira.

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