Alfredo Mostarda (à esquerda) jogou pelo time juvenil do Palmeiras

Um atleta sério, respeitado e eficiente. Jogador de Seleção Brasileira, Alfredo Mostarda Filho foi mais um craque que surgiu nas categorias de base do Parque Antarctica para brilhar nos campos do país. Companheiro de Luis Pereira na zaga da histórica Segunda Academia, disputou uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira e até hoje detém um recorde: é o palmeirense que mais jogos demorou para sofrer sua primeira derrota, somando 43 partidas de invencibilidade desde a estreia.

Morador da Penha, na Zona Leste de São Paulo (SP), Alfredo trabalhava nas Indústrias Matarazzo ao mesmo em que jogava em times amadores do bairro. Entre eles, o Rio Branco, clube fundado pelo também ídolo palestrino Julinho Botelho. Foi graças a um amistoso entre a equipe juvenil do Palmeiras e o time de Julinho que o técnico da base alviverde, Mario Travaglini, descobriu o jovem e o levou para o Verdão.

O começo da carreira, porém, não foi fácil. Campeão juvenil, o zagueiro estrou pela equipe profissional do Palmeiras em um amistoso em setembro de 1966, aos 19 anos de idade, mas logo em seguida foi emprestado ao Cruzeiro-RS e ao Marcílio Dias-SC para adquirir experiência. De volta ao Verdão, o ainda aspirante foi campeão do Torneio Início do Campeonato Paulista de 1969 atuando como volante, sendo titular nos seis jogos da campanha. Mas novamente foi emprestado, desta vez ao Nacional-AM, clube pelo qual foi campeão amazonense naquele mesmo ano. Retornou no início de 1971 e, como reserva de Nélson na zaga, entrou no decorrer de quatro partidas. Jogou o restante do ano pelo América-SP até que finalmente conseguiu uma vaga definitiva no elenco palmeirense em 1972.

Com a contusão de Polaco, que viera do Corinthians na negociação de Baldocchi, recebeu uma oportunidade de atuar entre os 11 iniciais e não largou mais. Foi titular absoluto de 1972 a 1975, sendo três anos e meio formando dupla com Luis Pereira e seis meses atuando ao lado do português Arouca. Somando as 11 partidas disputadas entre 1966 e 1971 com os primeiros 32 jogos de 1972, Alfredo ficou invicto por 43 partidas consecutivas. Ele só foi conhecer seu primeiro revés no 44º duelo pelo clube, contra a Seleção de Magreb (região do norte da África), em junho de 1972, pelo Torneio Internacional de Argel, na Argélia (derrota por 1 a 0).

Naquele mesmo ano de 1972, além de ajudar na conquista do Campeonato Paulista após cinco anos de fila do clube, o camisa 4 foi decisivo na conquista do Campeonato Brasileiro – a final contra o Botafogo-RJ, no Morumbi, contou com um dos episódios mais marcantes da carreira do jogador: ele evitou um gol certo do time da Estrela Solitária ao tirar a bola em cima da linha, e o jogo terminou empatado por 0 a 0, resultado que deu o título ao Verdão.

Bicampeão brasileiro em 1973, Alfredo perdeu boa parte do torneio nacional do ano seguinte, mas por um bom motivo: ao lado de Leão, Luis Pereira, Leivinha, Ademir da Guia e César, foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 1974 pela Seleção Brasileira e entrou em campo na disputa do 3º lugar, contra a Polônia. No retorno da Alemanha, foi campeão do Troféu Ramón de Carranza, na Espanha, e campeão paulista em 1974. Seguiu prestigiado até meados de 1975, quando o técnico Oswaldo Brandão deixou o clube após quase quatro anos consecutivos para assumir o comando da Seleção Brasileira. Com a chegada de Dino Sani, Alfredo perdeu espaço, assim como outras estrelas do time, e disputou apenas dois amistosos em janeiro de 1976 antes de ser emprestado ao Coritiba.

Depois de pouco tempo na capital paranaense, reencontrou Dino Sani e deixou claro à diretoria que não atuaria sob o comando do desafeto. Ficou meses sem entrar em campo até ser emprestado para o Santos, em 1977. Retornou ao Palestra Itália em 1978 e foi peça-chave na campanha do vice-campeonato brasileiro. Despediu-se do Palmeiras em 1979 e ainda atuou por Taubaté-SP e Jorge Wilstermann-BOL antes de encerrar a carreira.

Alfredo Mostarda Filho 18 de outubro de 1946
São Paulo-SP

Posição: Zagueiro

Número de temporadas: 9

Clube anterior: Nenhum

Jogos:

312 (173 vitórias, 101 empates e 38 derrotas)

Estreia: Palmeiras 6x0 Rigesa-SP (25/09/1966)

Último jogo: Palmeiras 0x1 Botafogo-SP (24/02/1979)

Gols: 5

Primeiro gol: Palmeiras 2x1 Juventus (13/05/1972)

Último gol: Palmeiras 3x1 River-PI (10/05/1978)

Principais títulos:

Campeonato Paulista em 1972 e 1974; Campeonato Brasileiro em 1972 e 1973; Torneio Início do Campeonato Paulista em 1969; Torneio Laudo Natel em 1972

Alfredo Mostarda (à esquerda) jogou pelo time juvenil do Palmeiras

Um atleta sério, respeitado e eficiente. Jogador de Seleção Brasileira, Alfredo Mostarda Filho foi mais um craque que surgiu nas categorias de base do Parque Antarctica para brilhar nos campos do país. Companheiro de Luis Pereira na zaga da histórica Segunda Academia, disputou uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira e até hoje detém um recorde: é o palmeirense que mais jogos demorou para sofrer sua primeira derrota, somando 43 partidas de invencibilidade desde a estreia.

Morador da Penha, na Zona Leste de São Paulo (SP), Alfredo trabalhava nas Indústrias Matarazzo ao mesmo em que jogava em times amadores do bairro. Entre eles, o Rio Branco, clube fundado pelo também ídolo palestrino Julinho Botelho. Foi graças a um amistoso entre a equipe juvenil do Palmeiras e o time de Julinho que o técnico da base alviverde, Mario Travaglini, descobriu o jovem e o levou para o Verdão.

O começo da carreira, porém, não foi fácil. Campeão juvenil, o zagueiro estrou pela equipe profissional do Palmeiras em um amistoso em setembro de 1966, aos 19 anos de idade, mas logo em seguida foi emprestado ao Cruzeiro-RS e ao Marcílio Dias-SC para adquirir experiência. De volta ao Verdão, o ainda aspirante foi campeão do Torneio Início do Campeonato Paulista de 1969 atuando como volante, sendo titular nos seis jogos da campanha. Mas novamente foi emprestado, desta vez ao Nacional-AM, clube pelo qual foi campeão amazonense naquele mesmo ano. Retornou no início de 1971 e, como reserva de Nélson na zaga, entrou no decorrer de quatro partidas. Jogou o restante do ano pelo América-SP até que finalmente conseguiu uma vaga definitiva no elenco palmeirense em 1972.

Com a contusão de Polaco, que viera do Corinthians na negociação de Baldocchi, recebeu uma oportunidade de atuar entre os 11 iniciais e não largou mais. Foi titular absoluto de 1972 a 1975, sendo três anos e meio formando dupla com Luis Pereira e seis meses atuando ao lado do português Arouca. Somando as 11 partidas disputadas entre 1966 e 1971 com os primeiros 32 jogos de 1972, Alfredo ficou invicto por 43 partidas consecutivas. Ele só foi conhecer seu primeiro revés no 44º duelo pelo clube, contra a Seleção de Magreb (região do norte da África), em junho de 1972, pelo Torneio Internacional de Argel, na Argélia (derrota por 1 a 0).

Naquele mesmo ano de 1972, além de ajudar na conquista do Campeonato Paulista após cinco anos de fila do clube, o camisa 4 foi decisivo na conquista do Campeonato Brasileiro – a final contra o Botafogo-RJ, no Morumbi, contou com um dos episódios mais marcantes da carreira do jogador: ele evitou um gol certo do time da Estrela Solitária ao tirar a bola em cima da linha, e o jogo terminou empatado por 0 a 0, resultado que deu o título ao Verdão.

Bicampeão brasileiro em 1973, Alfredo perdeu boa parte do torneio nacional do ano seguinte, mas por um bom motivo: ao lado de Leão, Luis Pereira, Leivinha, Ademir da Guia e César, foi convocado para disputar a Copa do Mundo de 1974 pela Seleção Brasileira e entrou em campo na disputa do 3º lugar, contra a Polônia. No retorno da Alemanha, foi campeão do Troféu Ramón de Carranza, na Espanha, e campeão paulista em 1974. Seguiu prestigiado até meados de 1975, quando o técnico Oswaldo Brandão deixou o clube após quase quatro anos consecutivos para assumir o comando da Seleção Brasileira. Com a chegada de Dino Sani, Alfredo perdeu espaço, assim como outras estrelas do time, e disputou apenas dois amistosos em janeiro de 1976 antes de ser emprestado ao Coritiba.

Depois de pouco tempo na capital paranaense, reencontrou Dino Sani e deixou claro à diretoria que não atuaria sob o comando do desafeto. Ficou meses sem entrar em campo até ser emprestado para o Santos, em 1977. Retornou ao Palestra Itália em 1978 e foi peça-chave na campanha do vice-campeonato brasileiro. Despediu-se do Palmeiras em 1979 e ainda atuou por Taubaté-SP e Jorge Wilstermann-BOL antes de encerrar a carreira.

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