Protagonista no primeiro jogo do Palestra Italia, em 1915, quando assumiu a responsabilidade na cobrança de um pênalti e se tornou o autor do primeiro gol da história do clube, esteve presente também na conquista do primeiro campeonato alviverde, em 1920, depois de quatro anos de domínio do Paulistano. Durante 15 temporadas, foi referência do time que jamais enfrentou em toda a carreira – e até hoje é o quinto palmeirense com mais títulos como capitão (cinco, ao lado de Jair Rosa Pinto e atrás apenas de Junqueira, César Sampaio, Ademir da Guia e Gustavo Gómez), figurando ainda no top 10 dos zagueiros com mais jogos, mais vitórias e mais gols pelo Palmeiras, com o qual foi campeão também como treinador. Spartaco Bianco Gambini é uma lenda eterna do Verdão.
Coragem e espírito de liderança nunca faltaram ao descendente de italianos nascido em São Paulo (SP) e que deu seus primeiros chutes pelo Tiradentes, da própria capital. Entre os 19 e 20 anos de idade, morando na Argentina, atuou pelo Estudantil Porteño-ARG e pelo Barracas-SP. O retorno ao país ocorreu em 1913, quando ingressou no Corinthians e, na temporada seguinte, foi o capitão do primeiro título da história do clube.
O destino de Bianco, que à época exercia também a função de pintor de paredes em uma das empresas de pintura criadas pelo pai, começou a mudar de alvinegro para alviverde já em 1914, quando, um mês depois da fundação do Palestra Italia, agremiação que surgia justamente com o intuito de reunir os melhores jogadores da comunidade ítalo-brasileira da cidade, foi admitido entre 30 novos sócios em reunião realizada no dia 29 de setembro. Frequentava a sede da Major Maragliano desde outubro, colaborando na montagem dos quadros para a estreia do dia 24 de janeiro do ano seguinte, e em dezembro de 1914 foi eleito por unanimidade pela diretoria como capitão da equipe que enfrentaria o Savoia de Votorantim.
Na tentativa de entrar para a Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), o Corinthians acabou perdendo sua vaga na Liga Paulista de Futebol (LPF), ficou sem campeonato oficial para disputar em 1915 e, com isso, liberou os atletas para jogar também por outras equipes. Foi assim que, no mesmo ano, Bianco disputou o Campeonato Paulista pelo Mackenzie, jogou oito amistosos pelo Corinthians e dois pelo Palestra, incluindo o duelo inaugural diante do Savoia.
Entre janeiro e maio de 1916, ele fez os últimos seis amistosos pelo Corinthians até se desligar definitivamente do antigo time para disputar com o Palestra o primeiro Campeonato Paulista da história do clube. Começava, então, uma ininterrupta uma trajetória de glórias, com três títulos e cinco vice-campeonatos paulistas, um título paulista extra, a primeira excursão alviverde para fora do país e o primeiro confronto com um adversário europeu, entre outros feitos pioneiros.
Bianco é um dos símbolos da primeira geração de palestrinos. Talvez o maior, ao lado de Heitor. Estreou no clube quando o próprio clube fazia sua estreia e ainda sonhava em se firmar no cenário futebolístico da capital, e saiu de cena tendo contribuído sobremaneira para que o Palestra se tornasse uma potência esportiva e o clube mais popular do estado na época.
Brilhou também na Seleção Brasileira, sendo titular na conquista do Campeonato Sul-Americano de 1919, no Rio de Janeiro, o primeiro título da história do país. A importância do craque pode ser medida pelo texto publicado no jornal Mundo Esportivo de 1947.
Encerrou a carreira em outubro de 1929 e, um ano depois, em outubro de 1930, comandava o Verdão pela primeira vez como treinador – ao todo, foram 46 partidas entre 1930 e 1931, com 31 vitórias, oito empates e sete derrotas. Voltou em 1944 para fazer 25 jogos, com 20 vitórias, dois empates e três derrotas, e faturar o título daquela temporada. Morreu em São Paulo (SP), aos 64 anos de idade, sem jamais ser esquecido.



Posição: Zagueiro
Número de temporadas: 15
Clube anterior: Mackenzie-SP
Jogos:
307 (206 vitórias, 44 empates e 57 derrotas)
Estreia: Palestra Italia 2x0 Savóia (24/01/1915)
Último jogo: Palestra Italia 2x2 Portuguesa (06/10/1929)
Gols: 20
Primeiro gol: Palestra Italia 2x0 Savóia (24/01/1915)
Último gol: Palestra Italia 4x2 Guarani (28/10/1928)
Principais títulos:
Campeonato Paulista em 1920, 1926 e 1927; Campeonato Paulista Extra em 1926; Torneio Início do Campeonato Paulista em 1927
Protagonista no primeiro jogo do Palestra Italia, em 1915, quando assumiu a responsabilidade na cobrança de um pênalti e se tornou o autor do primeiro gol da história do clube, esteve presente também na conquista do primeiro campeonato alviverde, em 1920, depois de quatro anos de domínio do Paulistano. Durante 15 temporadas, foi referência do time que jamais enfrentou em toda a carreira – e até hoje é o quinto palmeirense com mais títulos como capitão (cinco, ao lado de Jair Rosa Pinto e atrás apenas de Junqueira, César Sampaio, Ademir da Guia e Gustavo Gómez), figurando ainda no top 10 dos zagueiros com mais jogos, mais vitórias e mais gols pelo Palmeiras, com o qual foi campeão também como treinador. Spartaco Bianco Gambini é uma lenda eterna do Verdão.
Coragem e espírito de liderança nunca faltaram ao descendente de italianos nascido em São Paulo (SP) e que deu seus primeiros chutes pelo Tiradentes, da própria capital. Entre os 19 e 20 anos de idade, morando na Argentina, atuou pelo Estudantil Porteño-ARG e pelo Barracas-SP. O retorno ao país ocorreu em 1913, quando ingressou no Corinthians e, na temporada seguinte, foi o capitão do primeiro título da história do clube.
O destino de Bianco, que à época exercia também a função de pintor de paredes em uma das empresas de pintura criadas pelo pai, começou a mudar de alvinegro para alviverde já em 1914, quando, um mês depois da fundação do Palestra Italia, agremiação que surgia justamente com o intuito de reunir os melhores jogadores da comunidade ítalo-brasileira da cidade, foi admitido entre 30 novos sócios em reunião realizada no dia 29 de setembro. Frequentava a sede da Major Maragliano desde outubro, colaborando na montagem dos quadros para a estreia do dia 24 de janeiro do ano seguinte, e em dezembro de 1914 foi eleito por unanimidade pela diretoria como capitão da equipe que enfrentaria o Savoia de Votorantim.
Na tentativa de entrar para a Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), o Corinthians acabou perdendo sua vaga na Liga Paulista de Futebol (LPF), ficou sem campeonato oficial para disputar em 1915 e, com isso, liberou os atletas para jogar também por outras equipes. Foi assim que, no mesmo ano, Bianco disputou o Campeonato Paulista pelo Mackenzie, jogou oito amistosos pelo Corinthians e dois pelo Palestra, incluindo o duelo inaugural diante do Savoia.
Entre janeiro e maio de 1916, ele fez os últimos seis amistosos pelo Corinthians até se desligar definitivamente do antigo time para disputar com o Palestra o primeiro Campeonato Paulista da história do clube. Começava, então, uma ininterrupta uma trajetória de glórias, com três títulos e cinco vice-campeonatos paulistas, um título paulista extra, a primeira excursão alviverde para fora do país e o primeiro confronto com um adversário europeu, entre outros feitos pioneiros.
Bianco é um dos símbolos da primeira geração de palestrinos. Talvez o maior, ao lado de Heitor. Estreou no clube quando o próprio clube fazia sua estreia e ainda sonhava em se firmar no cenário futebolístico da capital, e saiu de cena tendo contribuído sobremaneira para que o Palestra se tornasse uma potência esportiva e o clube mais popular do estado na época.
Brilhou também na Seleção Brasileira, sendo titular na conquista do Campeonato Sul-Americano de 1919, no Rio de Janeiro, o primeiro título da história do país. A importância do craque pode ser medida pelo texto publicado no jornal Mundo Esportivo de 1947.
Encerrou a carreira em outubro de 1929 e, um ano depois, em outubro de 1930, comandava o Verdão pela primeira vez como treinador – ao todo, foram 46 partidas entre 1930 e 1931, com 31 vitórias, oito empates e sete derrotas. Voltou em 1944 para fazer 25 jogos, com 20 vitórias, dois empates e três derrotas, e faturar o título daquela temporada. Morreu em São Paulo (SP), aos 64 anos de idade, sem jamais ser esquecido.