Taça dos Invictos – 1934

Taça dos Invictos – 1934

A sequência de 22 jogos de invencibilidade do Palestra Italia entre janeiro de 1932 e junho de 1933 no Campeonato Paulista, no Torneio Rio-São Paulo e em outros torneios menores (excluindo amistosos, o que levaria a série sem derrota a 27 partidas) inspirou o jornal A Gazeta Esportiva a criar a Taça dos Invictos.

Pelo regulamento, porém, só seriam considerados os jogos válidos pelo Campeonato Paulista. Ficaria com o primeiro troféu em definitivo o clube que atingisse ao menos 22 jogos de invencibilidade e, depois, com o troféu transitório o clube que superasse a marca anterior. Quando um clube conseguisse o feito por duas vezes, seguidas ou alternadas, ficaria com a posse definitiva do segundo troféu.

E foi o próprio Palestra que obteve o primeiro troféu em definitivo, ao permanecer 22 jogos sem perder durante as edições de 1933 e 1934 do Campeonato Paulista. Após 19 vitórias consecutivas entre o fim do Paulista de 1931 e o início do Paulista de 1933, o Verdão foi derrotado pela Portuguesa e, depois, emendou 20 vitórias e dois empates entre 9 de julho de 1933 (quando venceu o São Bento da capital por 2 a 0, na Chácara da Floresta) e 26 de agosto de 1934 (quando o clube completou exatos 20 anos de existência, na vitória diante do Paulista por 3 a 1, no campo da rua da Mooca) – a série foi encerrada no dia 2 de setembro, na derrota por 1 a 0 para o São Paulo, na Chácara da Floresta.

Alguns resultados marcantes fizeram parte daquela sequência, como as goleadas por 8 a 0 sobre o Corinthians, placar mais elástico da história do Derby, e por 5 a 0 sobre o Santos. Houve ainda outras duas vitórias sobre o Corinthians, duas sobre o Santos e duas sobre o São Paulo. Curiosamente, os únicos dois empates da série foram contra a Portuguesa. Romeu Pellicciari, com 19 gols neste período, e Luiz Imparato, com 13, foram os grandes destaques ofensivos da equipe, que na frente ainda tinha os craques Gabardo e Lara e, do meio para trás, contava com as lendas Carnera e Junqueira na zaga e Tunga, Dula e Tuffy na linha média. No gol, Nascimento foi o titular em 1933 e Aymoré Moreira em 1934.

O segundo troféu ficou definitivamente com o Corinthians. Depois dos 22 jogos de invencibilidade do Palestra, o São Paulo foi o primeiro a ter a posse transitória do segundo troféu, com 23 jogos sem derrota de 1945 a 1946. O Santos levou o troféu para a Baixada com 24 jogos em 1956, e o Corinthians garantiu a posse definitiva ao completar 25 jogos em 1956 e depois 26 jogos em 1957.

Jogo decisivo:
Clube Atlético Paulista 1×3 Palestra Italia

Data: 26/08/1934
Local: Rua da Mooca, em São Paulo (SP)
Gols: Gabardo, Gutiérrez e Lara

Palmeiras: Aymoré; Carnera e Junqueira; Zezé Moreira, Dula e Tuffy; Álvaro, Gabardo, Romeu Pellicciari (Gutiérrez), Lara e Vicente. Técnico: Humberto Cabelli

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