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Abel Ferreira e Gustavo Gómez já estavam marcados entre os grandes nomes da história do Palmeiras. Mas com o título paulista deste ano, sacramentado neste domingo (8) em Novo Horizonte (SP), eles deram um passo a mais e se isolaram, respectivamente, como técnico e jogador mais vezes campeões pelo Verdão em todos os tempos.
Abel chegou a 11 títulos pelo clube, ultrapassando Oswaldo Brandão, com 10. O comandante português, que chegou ao Brasil em novembro de 2020, tem em seu currículo as Libertadores de 2020 e 2021, a Recopa Sul-Americana de 2022, os Campeonatos Brasileiros de 2022 e 2023, a Copa do Brasil de 2020, a Supercopa do Brasil de 2023 e os Campeonatos Paulistas de 2022, 2023, 2024 e 2026. Brandão, por sua vez, faturou três Brasileiros, quatro Paulistas, um Laudo Natel, uma Taça Cidade de São Paulo e um Torneio Início do Paulista.
O treinador alcançou também a vice-liderança em títulos estaduais pelo Palmeiras, superando o uruguaio Humberto Cabelli (tri em 1932/33/34) e igualando Oswaldo Brandão, ficando atrás apenas do recordista Vanderlei Luxemburgo, com cinco (1993, 1994, 1996, 2008 e 2020). Entre todos os estrangeiros que já foram campeões paulistas por todos os clubes, isolou-se como o primeiro colocado, seguido por Cabelli, pelo italiano Guido Giacominelli (tri pelo Corinthians em 1922/23/24) e pelo português Joreca (tri pelo São Paulo em 1943,1945 e 1946).

Já o zagueiro Gustavo Gómez chegou ao 13º título com o Palmeiras (Libertadores de 2020 e 2021, Recopa Sul-Americana de 2022, Campeonatos Brasileiros de 2018, 2022 e 2023, Copa do Brasil de 2020, Supercopa do Brasil de 2023 e Campeonatos Paulistas de 2020, 2022, 2023, 2024 e 2026), deixando para trás Weverton, Marcos Rocha, Mayke, Dudu e os ex-jogadores Ademir da Guia e Junqueira, todos com 12. É o 10º título do paraguaio como capitão, isolando-se ainda mais na lista (é seguido por Ademir da Guia, César Sampaio e Junqueira, com sete).
Em Campeonato Paulista, Gómez e Raphael Veiga (que atuou no início da campanha) alcançaram a vice-liderança entre os palmeirenses com mais títulos (chegaram a cinco, superando Weverton, Marcos Rocha, Mayke, Rony, Luan, Gabriel Menino, Zé Rafael e os ex-jogadores Lara, Luiz Imparato, Tunga, Romeu Pellicciari, Del Nero, Gengo, Waldemar Fiume e Oberdan Cattani, igualando Carnera, Lima e Ademir da Guia e ficando atrás só de Junqueira, com sete).
Bicampeão brasileiro (2022 e 2023) e tricampeão paulista (2023, 2024 e 2026), o atacante Flaco López, por sua vez, isolou-se como argentino com mais títulos pelo Palmeiras, ultrapassando o ex-meio-campista Luiz Villa, com quatro troféus (Mundial de 1951, Torneio Rio-São Paulo de 1951, Paulista de 1950 e Taça Cidade de São Paulo de 1951). Já o goleiro Marcelo Lomba, o zagueiro Murilo e o lateral Piquerez conquistaram o quarto título paulista em cinco disputados pelo clube, atingindo um aproveitamento impressionante de 80%.

Entre as Crias da Academia, o atacante Luighi se tornou o segundo palmeirense a conquistar títulos paulistas em todas as categorias possíveis desde a menor de base existente (Sub-11) até o Profissional, igualando o feito do meio-campista Luis Guilherme, hoje no Sporting-POR – faturou o Sub-11 em 2016 e 2017, o Sub-13 em 2018, o Sub-15 em 2021, o Sub-17 em 2022, o Sub-20 em 2023 e o Profissional em 2026 (as atuais categorias sub-12 e sub-14 foram criadas em 2023, quando ele já estava no sub-20). Figueiredo também venceu o Paulista nos Sub-11, Sub-13, Sub-15, Sub-17 e Sub-20, mas está se recuperando de lesão e não atuou neste Paulistão.
Dos 27 jogadores do elenco, um total de 10 disputaram o estadual em 2025 pelo Palmeiras, quando bateram na trave e ficaram com o vice, e agora conquistaram o primeiro título estadual pelo clube: Allan, Benedetti, Bruno Fuchs, Emiliano Martínez, Felipe Anderson, Figueiredo, Giay, Luighi, Mauricio e Vitor Roque, além de Paulinho, que, lesionado, não entrou em campo em nenhuma das duas edições. E outros 11 defenderam o Verdão pela primeira vez na competição e já levantaram a taça: Andreas Pereira, Aranha, Arthur, Carlos Miguel, Jefté, Jhon Arias, Khellven, Larson, Lucas Evangelista, Marlon Freitas e Ramón Sosa, além dos jovens Luis Pacheco, Riquelme Fillipi e Erick Belé, trio do Sub-20 que entraram em campo durante a campanha.

































