Departamento de Comunicação
O Palmeiras deu sequência na tarde desta terça-feira (17), na Academia de Futebol, à preparação para o confronto com o Botafogo, na quarta (18), às 19h, no Allianz Parque, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Após ativação muscular, os jogadores foram a campo e participaram de trabalhos técnicos e táticos – na parte final, houve ainda um recreativo. O zagueiro Murilo e o atacante Vitor Roque treinaram novamente com o grupo. Em processo de recondicionamento físico, o atacante Paulinho cumpriu cronograma na parte interna e no gramado com Crias das categorias de base e sob a supervisão do Núcleo de Saúde e Performance.

Após a atividade, o treinador Abel Ferreira comentou sobre o recorde que atingirá na próxima partida: com 161 jogos, ele se isolará como o técnico com mais duelos comandando o Verdão no Estádio Palestra Italia/Allianz Parque (atualmente divide a liderança com Vanderlei Luxemburgo, com 160). “Quando eu entro em um jogo e a torcida canta, eu sinto a pele arrepiar. É quando eu sinto a conexão total entre a nossa torcida e a nossa equipe. Sempre que jogamos juntos, somos uma equipe extremamente competitiva, uma equipe que nunca desiste, que luta até ao fim, capaz de tornar o impossível possível, capaz de bater recordes, de quebrar barreiras. Uma energia que se cria dentro de um estádio, que antes já foi mais aberto, o antigo Parque Antarctica, que é onde começaram as raízes e o crescimento do próprio Palmeiras. O crescimento natural do clube, a passagem para uma arena, para o Allianz Parque, um espaço multiuso que pensa na modernidade, no futuro. O caminho é este”, destacou.

“O Palmeiras tem uma história gigantesca. Lembro-me quando cheguei em 2020, vi um documentário que dava para ver o antigo Parque Antarctica e como o clube se transformou tanto nos últimos anos. O clube passou por uma reforma grande e muito bem feita, que fez com que se criasse uma estrutura muito grande, muito bem organizada e que proporciona a mim e a outros treinadores condições de poder triunfar. Por muitas vezes eu pergunto: o que é que é mais importante, a pilha ou o relógio? Eu acho que são as duas coisas, e as duas funcionaram bem. O clube encontrou a pilha certa na hora certa para pôr este relógio a funcionar, porque é um clube extremamente organizado. Ao longo destes anos, outros treinadores também triunfaram aqui no Palmeiras, só que, sobretudo nos últimos anos, o clube seguiu uma tendência de continuidade, de crescimento, de inovação e de investimento que tornou o relógio muito bem afinado e competente. É fundamental para que isto tudo funcione muito bem, não só o relógio, mas a pilha. Acho que em conjunto temos feito coisas muito boas para os nossos torcedores, criando uma identidade, uma filosofia em que os nossos torcedores se vejam nesta atitude resiliente. É procurar todos os dias dar o nosso melhor para que os nossos torcedores possam também usufruir das nossas vitórias”, continuou.
Ao todo, Abel soma 379 partidas e é também o técnico com mais jogos consecutivos à frente do clube, seguido por Oswaldo Brandão, com 263 jogos entre 1971 a 1975, além de ser o treinador com mais títulos, com 11 conquistas. “Às vezes não tenho noção das coisas, porque eu sei o tamanho do clube. É um clube gigante, com muitos torcedores e quando vejo estas imagens de alegria, de felicidade, não só dos nossos jogadores, mas também dos nossos torcedores, vejo muitas vezes na cara do treinador um alívio. É isso que sinto, são as expectativas que criam em cima de ti. Eu sei que o futebol tem o ganhar, o perder, mas há uma coisa que eu não abdico que é jamais desistir, persistir, resistir e continuar. Esse é o segredo das pessoas que triunfam na vida. Isso faz parte da história do Palmeiras se nós olharmos para aquilo que foi o clube há mais de 100 anos atrás. É uma história profunda de operários que tiveram que trabalhar muito, que sofreram. Chegamos ao momento em que o torcedor me conhece, eu conheço o torcedor. Eles sabem que tudo o que fazemos aqui dentro é no sentido de dotar a nossa equipe de recursos para lutar por títulos. Ser o treinador com mais jogos no Allianz Parque ou no antigo Parque Antarctica são coisas que eu não penso. Vai ser algo que nós daqui a uns anos vamos lembrar, momentos de muitas alegrias e poucas tristezas. Só daqui a alguns anos é que todos vamos ter noção, sobretudo eu, porque o nosso torcedor conhece e vive o clube há muitos anos e eu aprendi a viver nos últimos cinco. Falo muito que ser palmeirense é um estilo de vida e é também um prazer, uma honra, um orgulho e uma gratidão muito grande poder fazer parte de um clube tão gigante como o Palmeiras”, enfatizou.
“É uma emoção única ganhar um título. No meu livro eu explico muito bem o que é para mim ganhar um título. E quando os jogadores a sentem, é uma coisa que você quer repetir e para isso você precisa de tudo aquilo que fazemos aqui dentro, dos nossos jogadores. Os verdadeiros protagonistas são os jogadores, a base de tudo são eles. Quando eu vejo os jogadores que já passaram por aqui, os jogadores que aqui estão outra vez a criar uma nova cultura, uma nova mentalidade, sabem o que significa representar o Palmeiras, as raízes e os valores. Quando falamos que é uma torcida e um clube que vêm do sofrimento, do esforço e de muito trabalho, que vive muito da luta, da rivalidade entre os nossos rivais da cidade. Isto vai criando nele um pertencimento. O nosso torcedor é a nossa alma, é algo que nos empurra. Quando eu me sento ou me levanto e vejo a torcida a cantar e a puxar no início do jogo, a minha pele arrepia e neste momento eu digo que estamos a jogar juntos”, concluiu.

































