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Fatos e Curiosidades

Retrospecto Geral

Origem Popular

São Paulo, início do século passado. Em uma época em que o futebol era uma prática quase que exclusiva da elite paulistana, os então recém-fundados Palestra Italia e Corinthians foram os grandes responsáveis por levar o esporte às camadas mais baixas da sociedade e, assim, torná-lo popular. Isso se deve ao fato de ambos os clubes, idealizados por operários e imigrantes, terem rapidamente conquistado a simpatia da massa trabalhadora da cidade. Não era à toa que o Palestra arrastava multidões a seus jogos, já que grande parte dos trabalhadores eram italianos ou de origem italiana – à época, inclusive, circulavam quatro jornais redigidos em italiano e o idioma era o mais falado em diversos bairros, sobretudo nas imediações do Brás, Bexiga, Mooca e Barra Funda.

Precursor

Considerado um dos maiores personagens da história do clássico, Caetano Izzo foi o primeiro jogador a marcar um gol em derbys: balançou as redes alvinegras três vezes no primeiro encontro entre as duas equipes, em 06/05/1917, garantindo a vitória do Palestra Italia por 3 a 0. Ao todo, o jogador marcou sete tentos em 13 clássicos ante o rival.

Batismo do Clássico

O apelido do clássico entre Palmeiras e Corinthians surgiu ainda na primeira metade do século passado e faz referência ao Derby de Epsom, a mais importante corrida de cavalo do mundo. Isso porque as duas equipes eram as grandes potências (e, portanto, os grandes rivais) da época. O autor do batismo foi Thomaz Mazzoni, prestigiado jornalista das décadas de 30 e 40 que fez sucesso em A Gazeta Esportiva.

Primeiro de Muitos

Palestra e Corinthians passaram a protagonizar a briga por títulos já na década de 20. Porém, como os campeonatos paulistas naquela época costumavam ser disputados em pontos corridos, só em 1936 que os rivais se encontraram em uma decisão – o regulamento daquela edição previa uma final entre o vencedor do primeiro turno e o do vencedor do segundo. E o Verdão levou a melhor, vencendo por 2 a 1 (gols de Luizinho e Moacyr) e levantando mais uma taça de campeão estadual. A primeira obtida diretamente contra os alvinegros.

Supremacia em Finais

Em disputas diretas por títulos, considerando apenas jogos de finais que valiam taças (sejam de campeonatos oficiais e torneios amistosos), o Palmeiras leva larga vantagem sobre o Corinthians: são 23 vitórias alviverdes contra nove alvinegras. As mais marcantes conquistas alviverdes são os Paulistas de 1936, 1974, 1993 e 2020, o Paulista Extra de 1938, os Torneios Rio-São Paulo de 1951 e 1993 e o Brasileirão de 1994. Os alvinegros, por sua vez, levaram os Paulistas de 1995, 1999 e 2018.

Crise no Parque São Jorge

Com gols de Romeu Pellicciari (4), Imparato (3) e Gabardo, o Palestra impôs aquela que até hoje é a maior goleada da história do clássico: 8 a 0, em 05/11/1933, pelo Campeonato Paulista. Se para o Alviverde a tarde foi de muita comemoração, no rival o clima ficou tenso: houve quebra-quebra e até incêndio no Parque São Jorge por parte da torcida alvinegra, além da destituição do então presidente o clube, Alfredo Schürig.

Recordista de Gols

Em 05/11/1933, o meia-atacante Romeu Pellicciari estabeleceu um recorde que até hoje não foi igualado no Verdão. Na goleada por 8 a 0 sobre o Corinthians, em partida válida pelo Campeonato Paulista e pelo Torneio Rio-São Paulo, ele balançou as redes alvinegras em quatro oportunidades – nenhum outro jogador alviverde repetiu este feito desde então.

Primeiro Tabu

O derby só foi ter o Corinthians como vencedor pela primeira vez em 1919, portanto, dois anos depois do clássico de estreia. Foram seis partidas que separaram o Alvinegro de seu primeiro triunfo sobre o Palestra Italia (até então, havia sido três vitórias do Verdão e três empates). O tabu só foi quebrado em 03/05/1919, quando o Corinthians superou o Alviverde por 3 a 2 em disputa válida pela Taça Pinoni – curiosamente, nesta partida, o zagueiro palestrino Pedretti marcou o seu primeiro e único tento ao longo de quatro temporadas no time.

Derby de Natal

Tanto Palmeiras quanto Corinthians registram em seus históricos diversas partidas disputadas em quase todos os dias do ano, independentemente do adversário. Há uma data, porém, em que os dois clubes jamais teriam entrado em campo se não fosse justamente um derby, disputado em 1921: o dia 25 de dezembro. Em partida válida pela última rodada do Campeonato Paulista, o Palestra bateu o Alvinegro por 3 a 0 no “Derby de Natal” e tirou a chance de o rival conquistar o título (que ficou com o Paulistano).

Dia das Mães

O volante Dudu, ídolo do Verdão nas décadas de 60 e 70, viveu um dos maiores dramas de sua vida em 1969: o falecimento de sua mãe, dona Alzira, em uma quarta-feira (07/05). Comovido, o então treinador, Rubens Minelli, dispensou o jogador da partida do domingo seguinte, dia 11, data em que se comemoraria o Dia das Mães. O jogo, porém, seria um clássico diante do Corinthians e, mesmo de luto, Dudu fez questão de atuar. Além de ajudar o Palmeiras a derrotar o arquirrival por 1 a 0, o volante ainda foi eleito pela imprensa o melhor em campo e dedicou a vitória à dona Alzira.

Anos Divinos

Considerado um dos maiores ídolos da história do Palmeiras, Ademir da Guia jogou pelo Verdão de 1962 a 1977 e, curiosamente, estreou e se despediu do futebol profissional em clássicos contra o Corinthians (vitória por 3 a 0 em 22/02/1962 e derrota por 2 a 0 em 18/09/1977). Coincidentemente, durante todo o período em que o Divino atuou, o Alvinegro não conquistou nem um título sequer, enquanto o Alviverde faturou cinco vezes o Campeonato Brasileiro e cinco vezes o Campeonato Paulista, além de outros torneios de expressão na época, como, por exemplo, o Ramón de Carranza, disputado na Espanha e que incluía adversários do nível do Real Madrid de Paul Breitner e do Barcelona de Cruyff. Além disso, o Ademir é o palmeirense que mais venceu derbys na história (24 triunfos).

Predestinados

O meia Ademir da Guia marcou quatro gols em derbys ao longo da história, um cada jogo diferente. E sempre que foi às redes, o Divino nunca perdeu (foram duas vitórias e dois empates). Outro grande ídolo que nunca saiu derrotado após marcar contra o Corinthians foi Evair: o Matador fez nove gols no rival, em cinco jogos diferentes, e obteve quatro vitórias e um empate.

Maluco Beleza

No derby do dia 27/01/1972, após ver o Palmeiras sofrer um gol, o atacante César pegou a única bola disponível em campo naquele momento e a segurou por dez minutos, paralisando o clássico e esfriando o adversário. Foi graças a esse episódio que, pela primeira vez, o jogador foi chamado de maluco: daí veio o apelido de César Maluco, que marcou a carreira do ídolo.

Zum zum zum, é 21!

Em 1974, o Corinthians amargava seu 20º ano sem ganhar títulos, enquanto o Palmeiras ostentava um histórico totalmente oposto – vinha, por exemplo, de um bicampeonato brasileiro em 1972/73. Naquela tarde, muita gente acreditava que tinha chegado o momento de o Alvinegro derrotar o maior rival e sair da fila. Os torcedores rivais esbanjavam confiança, tanto que o Morumbi tinha cerca de 90% de corintianos. Porém, com um gol de Ronaldo, o Palmeiras venceu por 1 a 0 e jogou um balde de água fria nos alvinegros. A escassa torcida palmeirense presente no estádio naquele 22 de dezembro cantou em coro: “Zum zum zum, é 21”, fazendo referência ao 21º ano de jejum que o Corinthians entraria a partir daquele momento.

Por bem ou por mal

Paulistão de 1976. Com o título garantido contra o XV de Piracicaba na rodada anterior, o Palmeiras foi ao Morumbi enfrentar o Corinthians na derradeira partida do campeonato. Seguindo a tradição da época, os alvinegros colocariam as faixas de campeão nos jogadores do Palmeiras quando as equipes estivessem alinhadas no gramado. Os corintianos, porém, se recusaram a colocá-las. Foi por isso que o Verdão entrou em campo naquele dia já trajando as faixas de campeão. E o 2 a 1, com dois gols de Jorge Mendonça, encerrou a campanha com chave de ouro.

Dia da Paixão Palmeirense

O dia 12 de junho entrou para a história como o Dia da Paixão Palmeirense, pois foi nesta data – em que é comemorado o Dia dos Namorados – que o Verdão goleou o Corinthians por 4 a 0 em 1993 e encerrou um jejum de 16 anos sem títulos. Era a primeira vez que os rivais se enfrentavam em uma decisão desde o Paulistão de 1974. Coincidentemente, esta também é a data de nascimento do ídolo Oberdan Cattani, lendário goleiro palmeirense (hoje, eternizado com um busto de bronze nos jardins do Parque Antarctica).

Dupla Eliminação

Em 1999, pela primeira vez, os caminhos de Palmeiras e Corinthians se cruzaram na Copa Libertadores da América. Na oportunidade, o Verdão eliminou o rival nas quartas de final e viu o goleiro Marcos ser santificado pela torcida após exuberantes atuações. No ano seguinte, em 2000, novamente os clubes se enfrentariam no torneio, e o Alviverde repetiria o feito: desta vez, eliminando o Alvinegro nas semifinais.

Variedade

Palmeiras e Corinthians já se enfrentaram por 42 competições e torneios diferentes ao longo da história, sendo as principais delas o Campeonato Brasileiro, o Campeonato Paulista, a Libertadores e o Torneio Rio-São Paulo. Dentre os campeonatos em atividade, porém, os rivais nunca se encontraram em duelos de Copa do Brasil e de Copa Sul-Americana.

Artilheiros

De Caetano em 1917 a Luiz Adriano em 2021, a história registra 215 nomes de jogadores palmeirenses que já balançaram as redes alvinegras. Ao todo – considerando os gols contra do rival –, o Verdão vazou o Alvinegro em 531 oportunidades. Heitor, com 17, é o que mais marcou.

Hat-Tricks

Ao todo, o Palmeiras já teve 12 jogadores que fizeram três gols em uma única partida diante do Corinthians. O primeiro deles foi Caetano, no primeiro derby da história, em 1917, no Parque Antarctica, pelo Campeonato Paulista. Depois foram as vezes de Heitor (1918), Imparato (1933), Eduardo Lima (1946), Paulinho (1958), Servílio (1964), Cesar Maluco (1970), Evair (1994), Magrão (1995), Alex (2000) e Obina (2009). Houve ainda Romeu Pellicciari, que foi além do hat­-trick: marcou quatro vezes na goleada sobre o rival por 8 a 0 em 1933.

Pioneiro

Antes de defender as cores alvinegras, o maior artilheiro da história do Corinthians realizou uma memorável passagem pelo Palmeiras. O ponta Cláudio Pinho atuou no Verdão entre 1942 e 1943 e viveu a mudança de nome do Palestra – foi dele, inclusive, o primeiro gol da equipe com a atual nomenclatura de Palmeiras, em 20/09/1942. Ao todo, ao longo da história, 24 jogadores do Corinthians se transferiram diretamente ao Palmeiras, enquanto 23 atletas deixaram o Verdão para defender o rival. O número de jogadores que vestiram a camisa dos dois clubes é bem maior se levadas em conta as transferências indiretas de um clube ao outro, como é o caso de Cláudio, que ainda passou pelo Santos, entre 1943 e 1944, antes jogar pelo Alvinegro.

Mestre

O técnico que por mais vezes dirigiu o Palmeiras também foi o mesmo que mais esteve à frente do banco de reservas do Corinthians. Com 586 jogos comandando o Verdão e com 439 jogos como treinador do Alvinegro, Oswaldo Brandão pertence a um seleto grupo de personagens que conseguiram conquistar as duas torcidas.

Adeus no Derby

Ao todo, dez técnicos do Corinthians já deixaram o comando do time após perder um jogo para o Palmeiras. Newton Senra foi o primeiro, em 1951; Cristóvão Bórges, o último da lista, em 2016. O mesmo aconteceu com alguns jogadores: em 2000, Edílson disputou a sua última partida pelo Alvinegro após um derby, assim como Rivellino, em 1974.

Além da Capital

Apesar de ser um clássico da capital paulista, Palmeiras e Corinthians já realizaram 15 jogos fora da cidade de São Paulo, dos quais o Verdão perdeu apenas um, venceu seis e empatou as outras oito. Balançou as redes alvinegras 28 vezes e foi vazado em 19 oportunidades. Ao todo, cinco cidades do interior de São Paulo já foram anfitriãs de um derby: Barretos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São José dos Campos. O curioso é que as duas equipes já se enfrentaram duas vezes em solos interestaduais: Campo Grande (MS) e em Salvador (BA).

Rivais Solidários

Palmeiras e Corinthians já promoveram numerosas ações solidárias para ajudar tanto na construção de patrimônios da cidade como até mesmo os seus rivais, além de vítimas de catástrofes. Em 10 de março de 1928, por exemplo, um desastre abalou a cidade de Santos, com o desabamento de parte da encosta do Monte Serrat, soterrando muitas casas. A renda do derby de 11 de março de 1928, então, foi doada para ajudar as vítimas da tragédia. Já em 1945, o Movimento Único dos Trabalhadores (MUT) foi o beneficiado pela renda de um clássico entre Palmeiras e Corinthians. O Monumento a Duque de Caxias e a colossal Catedral da Sé também tiveram a ajuda de rendas provenientes de derbys para serem construídas. Além disso, o São Paulo Futebol Clube, à beira da falência em 1938, foi ajudado por Palmeiras e Corinthians: a Taça Augusto Henrique Mündel, que foi disputada em jogos de apenas 45 minutos, destinou toda a renda do derby para os tricolores. O episódio ficou conhecido como “Jogo das Barricas”.

Imbatíveis Juntos

Se como rivais os dois clubes travam grandes duelos dentro de campo, quando se unem eles são insuperáveis. Ao longo da história, Palmeiras e Corinthians já formaram uma seleção com os melhores jogadores de cada equipe em quatro oportunidades. Os resultados? 100% de aproveitamento! Em 1917, bateram o Paulistano (2×0); em 1929, o Sírio (5×0); em 1930, o Combinado Tucumán-ARG (5×2); e, em 1992, o Combinado Flamengo-Vasco (2×1).