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O Palmeiras apresentou oficialmente o zagueiro Alexander Barboza, nesta quinta-feira (16), na Academia de Futebol. O jogador, que firmou vínculo até dezembro de 2028 (com opção do clube de prorrogação por um ano), falou sobre a chegada ao Maior Campeão do Brasil e a preparação para fazer a sua estreia com a camisa palestrina.

“Sei que estou muito feliz aqui, de verdade. Eu sou um atleta muito profissional, que se dedica toda hora, seja nas férias ou durante a temporada. Isso é fundamental. Eu sou um cara que quer sempre melhorar. Isso me trouxe até aqui hoje, e o clube preparou uma pré-temporada especial para mim nesses 45 dias, até por isso não joguei os primeiros jogos-treino”, disse o atleta nascido da Argentina e naturalizado uruguaio. 

Sobre as tratativas entre Palmeiras e Botafogo, ele lembrou que “foi uma negociação difícil”. “O Botafogo queria uma coisa, e o Palmeiras tentava lutar pela contratação e lutou. O Botafogo queria me vender, aí destravou um pouco tudo. O Botafogo precisava de dinheiro para pagar o salário dos jogadores e o meu também, e eu era o único atleta que tinha proposta. A decisão se facilitou. Eu sou um cara que gosto de me sentir valorizado, por isso estou aqui, vi vontade do Palmeiras”, contou.

Formado nas categorias de base do River Plate-ARG, Barboza atuou por empréstimo pelo Atlético de Rafaela-ARG e pelo Defensa y Justicia-ARG entre os anos de 2015 e 2019. Contratado pelo Independiente-ARG em 2019, seguiu na Argentina até 2021, quando se transferiu ao Libertad-PAR. Foi no futebol brasileiro, entretanto, que teve maior destaque – chegou ao Botafogo em 2024 e tornou-se ídolo do clube pelos títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro e pela raça demonstrada dentro de campo.

“Eu tive que brigar em todos os clubes que joguei (pela titularidade), mas uma briga sadia. Aqui tem zagueiros tops, no Botafogo também tinha. Eu vivo para ganhar, não gosto de perder, assim como gosto de ser protagonista e não ficar no banco. Farei de tudo para ganhar a posição. Há muitos zagueiros bons, a briga não será fácil, mas farei o meu trabalho para que isso aconteça”, afirmou. “Hoje a dupla titular é o (Gustavo) Gómez e o Murilo, tenho de fazer o meu trabalho. Gosto muito de jogar com três zagueiros, eu me sinto muito seguro também. Se Deus quiser, vai dar tudo certo. Temos um elenco para brigar por tudo”, emendou.

Barboza, inclusive, não poupou elogios aos novos companheiros de clube. “O meu primeiro jogo contra o Palmeiras foi no Nilton Santos, vi a vontade de jogar que todos tinham. A gente também tinha lá (no Botafogo), mas sempre falei que a ideia do técnico (Abel Ferreira) é muito ganhadora. Pode jogar bem ou mal, mas a vontade de ir para a frente e ganhar não pode negociar. Senti que esses caras tinham fome. Quando jogamos contra eles na Libertadores, estávamos ganhando de 2 a 0 e empataram em menos de cinco minutos. Vimos a vontade que tinham”, recordou o atleta, explicando a escolha pelo número 2 no Verdão.

“Se fosse para pegar um número para a vida toda seria o 6, mas o número 6 não estava disponível. Cada clube tem uma história, e eu tento marcar a minha história no clube e não gosto de repetir a camisa. Eles me mostraram os números que estavam livres, eu já tinha usado a camisa 2 na base do River (Plate-ARG). Tinha a camisa 5 para escolher, mas eu usei no time profissional do River. A camisa 20 estava disponível também, mas é uma forma de respeitar o Botafogo. Quis pegar a camisa 2 e, com certeza, vou marcar a minha história com essa camisa também”, projetou.

Por fim, o zagueiro agradeceu o carinho recebido pelos torcedores nas redes sociais. “Quando a negociação iniciou, o torcedor começou a comentar as minhas fotos, enviar mensagem, mas eu tentava não ficar muito tempo no Instagram. Estavam falando muita coisa, e eu não queria saber, só quando a negociação encerrasse. Foi bonito sentir o carinho deles, isso é muito bonito para mim e para a minha família, pois enviaram mensagem para eles também. Gostei da disposição deles para me ver com esta camisa”, finalizou.

Barboza será o 49º jogador argentino na história do Palmeiras, clube paulista que mais teve atletas do país vizinho. O primeiro foi o meio-campista Santiago Novelli, em 1934. Quem mais jogou, é o atacante Flaco López, com 215 partidas. E quem mais balançou as redes foi o também atacante Juan Raul Echevarrieta, com 113 gols.