Ídolo de Palmeiras e Santos, Sampaio analisa clássico

Agência Palmeiras
Fábio Finelli

 

O atual gerente de futebol do Palmeiras, César Sampaio, é até hoje considerado ídolo das torcidas de Santos e do Verdão. Apesar de não ter conquistado títulos na Vila Belmiro, Sampaio iniciou a carreira na base do clube, quando tinha apenas 13 anos, e fez mais de 300 partidas com a camisa santista.

"Fui levado pelo Lima para a base do Santos e posso dizer que tenho um carinho e um respeito imenso pelo clube. Aprendi muito, em todos os sentidos. Fui praticamente criado dentro do Santos e é claro que a identificação sempre foi enorme", comentou Sampaio, em entrevista para o site oficial do Palmeiras.

Sampaio conta que, quando deu os primeiros passos no time profissional do Santos, levado pelo técnico Júlio Espinoza, em 1987, contou com a ajuda dos principais ídolos do clube. "O Abel, Coutinho, Lima, todos iam aos treinos e passavam sugestões de como fazer, de qual caminho seguir. Profissionalmente e particularmente, foi tudo para mim."

No Santos, Sampaio ganhou a Bola de Ouro da revista Placar no Campeonato Brasileiro de 1990 como o melhor atleta do futebol brasileiro. Um ano depois, ele iniciaria uma trajetória de sucesso, títulos e glórias com a camisa palmeirense.

"Quando cheguei no Palmeiras, o clube convivia com uma pressão enorme por conquista de títulos. Era a época da fila e até de camburão tive de sair do estádio por causa das cobranças (risos)", relembra o dirigente palmeirense.

Depois, com a chegada da Parmalat de reforços de peso, Sampaio foi um dos principais alicerces de uma equipe que ganhou praticamente tudo no Brasil. "Era uma seleção. Aquele time era quase imbatível, não tinha como não ganharmos títulos. Por tudo o que aconteceu, conseguimos sair da fila e entrar para a história.”

Sampaio deixou o Verdão no final de 94 após faturar o Brasileiro e teve passagens pelo futebol japonês e La Coruña. Quis o destino que, cinco anos depois, ele voltasse para, mais uma vez, fazer história: foi o capitão do time que levantou o inédito caneco da Copa Libertadores.

"Eu já estava há muito tempo fora do país e queria voltar, minha família também queria. Tinha uma proposta muito boa do Vasco, mas optei pelo Palmeiras por toda minha identificação com o clube. Foi mágico, pois aquele título da Libertadores representou um marco para minha carreira e para a vida do clube."

Sobre o jogo de domingo, Sampaio prevê um duelo equilibrado. "O Palmeiras está evoluindo e vai crescer. O time está bem montado e, quando os reforços estrearem e entraram no ritmo, o time vai ganhar corpo. Mas com o nosso atual grupo, podemos encarar o Santos de igual para igual. No ano passado, foi assim em todos os clássicos. O calor vai atrapalhar as duas equipes, os elencos estão iniciando agora, e até por isso, acho que o jogo será mais equilibrado."