O padrão de qualidade do futebol palmeirense – comandado por aquele que viria a ser o símbolo da excelência com a bola nos pés, Ademir da Guia – fez com que o clube de Palestra Italia fosse chamado de Academia de Futebol nos anos 60, já que dava aulas aos rivais enquanto colecionava conquistas pelo país. Assim teve início a Primeira Academia de ídolos como Valdir de Morais, Djalma Dias, Djalma Santos, Julinho, Ademir, Servílio e outros.

No cenário estadual, foram duas taças, em 1963 e 1966, que, somadas à de 1959, impediram que o Santos conquistasse 12 títulos paulistas consecutivos. Em 1965, já liderados pelo técnico argentino Filpo Nuñes, os jogadores do Palmeiras venceram a segunda competição nacional mais importante da temporada, o Rio-São Paulo, com atuações destacadíssimas. Ao longo da campanha, emendou goleadas contra os principais rivais: foram sete gols no Santos, cinco no Botafogo em pleno Maracanã, cinco no São Paulo e mais quatro no Vasco . O título máximo foi conquistado em outra goleada diante do Botafogo, desta vez no Pacaembu.

No mesmo ano de 1965, o Palmeiras foi Brasil por 90 minutos. Todo o elenco e a comissão técnica alviverde foram convocados pela CBD para inaugurar o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, e representar a Seleção Brasileira na disputa da Taça Inconfidência, diante da seleção do Uruguai. E no dia que vestiu verde-amarelo, o Palmeiras foi vitorioso: 3 a 0 diante da celeste olímpica. A partida foi a primeira e única em que um time inteiro, com reservas, representou a Seleção.

No ano anterior, em 1964, o Palmeiras havia ganhado a Taça do Quarto Centenário do Rio de Janeiro batendo a seleção do Paraguai por goleada, 5 a 2, e vencendo o Peñarol do Uruguai na final. No período, o Verdão também fez suas primeiras partidas pela Libertadores. Campeão brasileiro de 1960, o time chegou à final do torneio sul-americano logo em sua primeira participação, em 1961 – sete anos depois, em 1968, o Alviverde foi novamente vice-campeão.

Ao final dos anos 60, o Palmeiras acrescentou mais três taças à sua galeria de títulos nacionais. O ano de 1967 foi histórico para o Palmeiras e para o futebol brasileiro: campeão da Taça Brasil e do recém-criado Torneio Roberto Gomes Pedrosa, a equipe confirmou por duas vezes no mesmo ano o posto de melhor do país. O clube também tornou-se tetracampeão brasileiro em 1969 após conquistar seu segundo título do Robertão e faturou o Torneio Ramón de Carranza, na Espanha, ao bater o Real Madrid na decisão.

Ainda nesta década, o clube deu início a outra grande reforma no estádio Palestra Italia, no qual a arquibancada foi totalmente reconstruída e passou a ter mais do que o dobro da capacidade anterior. O campo do estádio foi elevado, gerando, assim, o nome de “Jardim Suspenso” – no subsolo, foram construídos vestiários. A reinauguração aconteceu em 7 de setembro de 1964, na vitória do Palmeiras por 2 a 0 sobre a Esportiva de Guaratinguetá, pelo Campeonato Paulista.

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