Abel Ferreira

  • Estreia: 05/11/2020
  • 93 Jogos
  • 2 Títulos

Retrospecto da comissão técnica:

106 jogos | 56 vitórias | 23 empates | 27 derrotas | 167 gols marcados | 96 gols sofridos

Abel Ferreira: 93 jogos | 50 vitórias | 17 empates | 26 derrotas | 143 gols marcados | 82 gols sofridos
João Martins: 11 jogos | 6 vitórias | 5 empates | 22 gols marcados | 10 gols sofridos
Vitor Castanheira: 2 jogos | 1 empate | 1 derrota | 2 gols marcados | 4 gols sofridos

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Uma das principais revelações de uma geração de jovens técnicos portugueses, Abel Ferreira disse em sua apresentação na Academia de Futebol, em novembro de 2020, que não atravessara o Atlântico para passar férias. Com pouco mais de três anos como treinador profissional, o ex-lateral-direito do Sporting Lisboa-POR buscava o primeiro troféu na nova carreira e afirmou ter aceitado o desafio de comandar o Palmeiras porque via no clube a grandeza e as condições necessárias para alcançar o objetivo.

Mas talvez nem ele imaginasse que o sonho poderia se tornar realidade em tão pouco tempo. Campeão da Libertadores com apenas 26 jogos à frente da equipe, Abel só não conquistou um título mais precocemente neste século do que Vanderlei Luxemburgo, que faturou o Paulista de 2020, já em sua quinta passagem pelo clube, com 20 partidas de trabalho. Primeiro técnico estrangeiro a levantar um troféu pelo Verdão desde o argentino Filpo Nuñez, em 1965, entrou definitivamente para o grupo dos lendários comandantes palestrinos ao faturar também a Copa do Brasil em sua temporada de estreia – apenas ele e Luxemburgo, em 1993, conquistaram mais de uma taça no primeiro ano de clube.

Único técnico a ganhar dois títulos em uma mesma temporada pelo Palmeiras neste século, o português se juntou a Humberto Cabelli (1933), Ventura Cambon (1951), Oswaldo Brandão (1972), Vanderlei Luxemburgo (1993 e 1994) e Felipão (1998) no grupo dos que conquistaram mais de um título de campeonato na mesma temporada em toda a história do clube.

Chefiando uma comissão técnica composta por outros quatro integrantes multidisciplinares, implantando ideias claras de jogo, um repertório de ações ensaiadas em campo e um discurso direto e eloquente fora dele, o jovem treinador rapidamente ganhou o respeito do elenco e a admiração do torcedor. O lema “todos somos um” virou mantra, o ensinamento da “cabeça fria e coração quente” se tornou combustível na busca pelas vitórias e o “Avanti, Palestra” a plenos pulmões antes dos jogos, a chama.

Carreira na Europa e estrangeiros no Palmeiras

Primeiro português, oitavo europeu e 23º estrangeiro a assumir o comando do Maior Campeão do Brasil na história, Abel Ferreira iniciou a carreira de técnico na equipe sub-19 do Sporting Lisboa-POR em 2011/2012, conquistando o título nacional da categoria já em sua primeira experiência no cargo. Subiu para o time B do Sporting na temporada 2013/2014 e foi contratado pelo Braga B em 2015. Dois anos depois, foi promovido a treinador da equipe principal do Braga e, logo na temporada de estreia na elite do Campeonato Português, em 2017/2018, levou o time à quarta posição com uma campanha recorde em pontos (75), gols (74) e vitórias (24).

Depois de novamente alcançar a quarta colocação com o Braga, transferiu-se ao PAOK-GRE e obteve o vice-campeonato nacional em 2019/2020, garantindo vaga para a fase eliminatória da Liga dos Campeões da Europa, quando eliminou o Benfica-POR do ex-técnico flamenguista Jorge Jesus antes de se aventurar em solo tupiniquim. O último treinador do Palmeiras nascido na Europa tinha sido o italiano Caetano De Domenico, campeão paulista em 1940, ainda na época do Palestra Italia, enquanto o mais recente comandante de fora do país era o argentino Ricardo Gareca, em 2014.

O primeiro técnico estrangeiro foi o italiano Adriano Merlo, que trabalhou em um jogo da campanha do título paulista de 1920, o primeiro da história alviverde, e conduziu a equipe ao bi estadual em 1926, em parceria com Ítalo Bosetti. Ainda na época do Palestra Italia, o uruguaio Humberto Cabelli ficou marcado pela conquista do único tricampeonato paulista do clube (alcançou o título invicto em 1932, levou a taça pela segunda vez seguida em 1933 e deixou o time por um breve período em 1934, mas voltou no mesmo ano e se sagrou campeão com apenas uma derrota).

Presente no tricampeonato paulista de 1932, 1933 e 1934 como jogador, o também uruguaio Ventura Cambon se tornou o treinador estrangeiro com mais partidas disputadas pelo Verdão (é o quarto no geral com 294 jogos) e o técnico que mais vezes assumiu o comando da equipe, de maneira interina ou efetiva, independentemente da nacionalidade, em todos os tempos (15 no total). Campeão paulista em 1944 dividindo o cargo com o ídolo Bianco, Cambon teve seu melhor momento no início da década de 50, quando, já em janeiro de 1951, pegou o time na reta final de um Paulistão praticamente nas mãos do São Paulo e conseguiu levar o Palmeiras ao título estadual de 1950. Meses depois, era ele o treinador na conquista do mais importante troféu da história do clube, o Mundial Interclubes de 1951, e faturou ainda o Torneio Rio-São Paulo daquele ano.

Outro estrangeiro de sucesso foi o argentino Filpo Nuñez, grande maestro da Academia de Futebol do Palmeiras, que brilhou na campanha vitoriosa do Rio-São Paulo de 1965. Além de praticar um jogo coletivo e envolvente, o time alviverde era uma máquina ofensiva: foram 12 vitórias em 16 jogos, apenas uma derrota, e uma média de três gols por partida (49 bolas na rede), com direito a goleadas de 7 a 1 no Santos, 5 a 0 no São Paulo e 4 a 1 no Vasco e no Flamengo. Filpo ostenta até hoje o feito de ser o único técnico nascido fora do país a comandar a Seleção Brasileira, quando o Brasil foi inteiramente representado pelo Palmeiras na partida inaugural do Estádio Mineirão, também em 1965, e venceu a seleção do Uruguai por 3 a 0.

Abel Fernando Moreira Ferreira 22/12/1978
Penafiel (Portugal)

Clubes

2017-2019
Braga-POR
2019-2020
PAOK-GRE
desde 2020
Palmeiras

Títulos

Conmebol Libertadores (2020)
Copa do Brasil (2020)
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